MATO GROSSO

Comissão de Conselho Estadual de Educação aprova criação da primeira especialização de nível Médio da Seciteci

Publicado em

A Comissão de Avaliação do Conselho Estadual de Educação (CEE) aprovou a criação da primeira especialização técnica de nível pós-médio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). O curso técnico em Instrumentação Cirúrgica deverá ser realizado na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Barra do Garças.

Com isso, falta apenas a homologação da aprovação no Conselho Estadual de Educação, que ainda não tem data para ocorrer. A Comissão de Avaliação emitiu nota 4,91 (de 5,0) para o curso.

A especialização técnica é um curso de nível médio focado em aprofundar os conhecimentos de profissionais que já concluíram um curso técnico. A formação continuada busca o desenvolvimento de habilidades específicas e a atualização profissional, tornando o currículo mais competitivo no mercado de trabalho.

O curso de especialização técnica em Instrumentação Cirúrgica será voltado para técnicos de enfermagem que buscam aprimorar seus conhecimentos e habilidades na área cirúrgica. A especialização vai capacitar o profissional a atuar no centro cirúrgico, preparando e organizando os materiais, auxiliando o cirurgião e garantindo a segurança do paciente e da equipe.

Leia Também:  Entregador aumenta a produtividade e eficiência nas entregas com crédito da Desenvolve MT

“A oferta da especialização será um passo importante na valorização da educação profissional e no fortalecimento da missão da Seciteci de transformar vidas”, destacou a diretora da ETEC de Barra do Garças, Verônica Luz.

A professora Jenaina Nasser pontuou a grande oportunidade representada por uma especialização como essa em um município-polo de saúde, como Barra do Garças. “A empregabilidade é altíssima. Esses profissionais que trabalham diretamente auxiliando os médicos nos procedimentos são muito procurados e possuem uma renda diferenciada”, afirmou.

A especialização agora está na fase final de aprovação pelo CEE. A previsão para o início da oferta do curso é ainda neste ano.

ETEC de Barra do Garças

A Escola Técnica Estadual de Barra do Garças está vocacionada para cursos na área da saúde, ofertando cursos técnicos em Enfermagem, Farmácia, Saúde Bucal, Gerência em Saúde, além de cursos técnicos de interesse da economia regional, tais como Técnico em Administração, Segurança do Trabalho, Guia de Turismo, entre outros.

A oferta ocorre por meio da modalidade concomitante intercomplementar para estudantes do Ensino Médio e na modalidade concomitante subsequente no período noturno, para estudantes que estejam cursando ou que já tenham concluído o Ensino Médio. Também são ofertados diversos cursos livres e de formação inicial e continuada, de acordo com demandas locais e regionais.

Leia Também:  Grupo da Justiça Eleitoral de Mato Grosso encerra participação no ExpoJud 2025, em Brasília

A unidade recentemente passou por uma grande reforma, com estrutura revitalizada, móveis novos e mobiliário planejado, tudo pensado para garantir mais conforto, funcionalidade e qualidade no ensino técnico.

*Sob supervisão de Téo Meneses

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Confira calendário das sessões plenárias do mês de julho

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Desenvolve MT amplia oportunidades de crédito e impulsiona o desenvolvimento econômico em municípios do Estado

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA