O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, no sábado (17.1), o resgate de dois animais silvestres que se encontravam em perímetro urbano, em diferentes municípios do Estado.
A primeira ocorrência foi registrada no período vespertino, no setor Vila Aeroporto, no município de Alto Araguaia (423 km de Cuiabá). O 1º Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM) foi acionado por moradores da localidade, por meio do número funcional, após a visualização de uma cobra solta no perímetro urbano.
De imediato, a equipe do 1º NBM se deslocou ao endereço informado, onde constataram que se tratava de uma serpente não peçonhenta da espécie jiboia.
Para realizar a captura da serpente, os bombeiros adotaram técnicas adequadas e seguras, garantindo a integridade do animal durante o procedimento. Em seguida, o animal foi transportado até um local apropriado, onde foi solto novamente em seu habitat natural.
Ainda no sábado, por volta das 19h45, equipes da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foram acionadas via 193 para o resgate de um animal silvestre da espécie jabuti-vermelho, que se encontrava na via pública, na Avenida Tessele Júnior, no município de Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá).
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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