O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atuou, entre a noite de domingo (14.12) e a manhã de segunda-feira (15.12), no combate a um incêndio de grandes proporções no pátio de estocagem de uma algodoeira, localizada às margens da BR-163, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá).
A equipe do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM) foi acionada e, ao chegar ao local, constatou que as chamas já haviam se espalhado por uma grande área do pátio, atingindo fardos de algodão armazenados. Dada a gravidade da situação e a alta inflamabilidade do material, o plano de chamada para reforço do efetivo foi imediatamente ativado, ampliando a capacidade de resposta da operação.
De acordo com o major BM Leandro Cuiabano Kunze, comandante do 5º BBM, o combate foi iniciado à noite com sete viaturas, e os bombeiros trabalharam durante toda a madrugada.
“Hoje pela manhã, o incêndio foi controlado e conseguimos proteger uma área de aproximadamente 16 mil metros quadrados. Isolamos toda a pluma de algodão em uma área de combate onde não havia risco de propagação das chamas. O algodão é um material que queima tanto na superfície quanto em profundidade, o que torna o combate mais difícil. Por isso, a operação durou várias horas”, explicou o comandante.
O combate ao incêndio foi realizado de maneira direta, com o apoio logístico de caminhões da prefeitura, de empresas locais e da própria algodoeira, que forneceram água para o reabastecimento. Maquinários pesados, como tratores com lança e pás carregadeiras, foram empregados na movimentação e transporte dos fardos, o que facilitou o acesso aos focos de incêndio.
Além disso, parte das equipes se concentrou no resfriamento de materiais para evitar a propagação das chamas para outras áreas. Pela manhã, o trabalho continuou com o combate residual e o monitoramento da área, com o objetivo de eliminar qualquer risco de reignição e garantir a segurança do perímetro. Apesar das grandes proporções do incêndio, não houve feridos durante a operação.
O documentário Memórias de Alda, que retrata a vida de Alda Vanique e Diacuí Kalapalo no contexto da Expedição Roncador-Xingu (1943-1953) e da Marcha para o Oeste, será lançado nesta sexta-feira (17.4), às 19h, no cinema Cine Laser, em Barra do Garças, com entrada gratuita. O curta-metragem foi financiado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos do edital Diretor Estreante – edição Lei Paulo Gustavo.
Com direção da documentarista Fátima Rodrigues e pesquisa da jornalista Carina Benedeti, a produção mergulha na história das duas mulheres, cujas vidas foram marcadas por relações matrimoniais e por tensões culturais no Brasil de meados do século XX.
Casada com o coronel Flaviano de Mattos Vanique, líder da expedição Roncador-Xingu, Alda Vanique teve a união pautada por conveniências familiares e por dificuldades de adaptação cultural, que culminaram em seu trágico suicídio de após a mudança para o interior de Mato Grosso.
O documentário também recupera a história de Diacuí, indígena do povo Kalapalo, que se casou com o sertanista Ayres Cunha na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. O evento midiático reuniu mais de 10 mil pessoas e, na época, a imprensa tratou o episódio como a primeira união entre “civilizados” e “selvagens”, termos que refletiam o racismo estrutural do período.
As histórias de Alda Vanique e Diacuí Kalapalo estão interligadas pelos conflitos socioculturais enfrentados por ambas durante o casamento. Embora não se conhecessem, suas trajetórias, marcadas por tragédias conjugais em 1946 e 1953, influenciaram os rumos da Marcha para o Oeste e da política indigenista brasileira.
Para Carina Benedeti, o filme retrata encontros e desencontros de um Brasil ainda em processo de reconhecimento de si mesmo, “evidenciando conflitos de gênero construídos ao longo da história”, comenta.
Segundo Fátima Rodrigues, o filme propõe um diálogo entre pesquisadores, historiadores e familiares de expedicionários, buscando analisar como a instituição do casamento esteve atrelada a aspectos socioeconômicos e culturais da época.
“Mesmo em contextos distintos, as histórias de Alda e Diacuí se entrelaçam ao marcar os rumos de uma das maiores expedições de ocupação do interior do país”, pontua a cineasta.
Para contextualizar os relatos, foram realizadas gravações nas cidades de Nova Xavantina (MT), Barra do Garças (MT), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). O filme recebeu apoio do projeto de extensão Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Araguaia.
Fátima Rodrigues explica que a exibição gratuita no cinema local busca democratizar o acesso à sétima arte e fortalecer a produção local.
“É uma oportunidade de ocupar um espaço onde majoritariamente circulam filmes estrangeiros, mostrando que o cinema produzido em Barra do Garças também pertence ao circuito exibidor”, finaliza.
Serviço: Evento: Lançamento do documentário Memórias de Alda Quando: sexta-feira (17.4), às 19h Local: Sala 02 do Cine Laser, Barra Center Shopping – Barra do Garças Entrada: Gratuita (retirada de ingressos 15 minutos antes da sessão) Destaque: Haverá distribuição gratuita de pipoca aos participantes
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