MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros contém cães da raça pitbull soltos em rua

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na quinta-feira (19.3), a contenção e remoção de dois cães da raça pitbull que estavam soltos em via pública e apresentavam risco à segurança de pessoas que transitavam pelo bairro Setor Industrial, em Alta Floresta (a 791 km de Cuiabá). Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada por volta das 12h50 para atender a uma ocorrência envolvendo animais domésticos soltos. No local, os bombeiros encontraram os animais já contidos de forma provisória, com o uso de corda. Segundo relatos de populares, a contenção foi realizada por uma pessoa que percebeu a situação e decidiu agir, considerando o comportamento aparentemente dócil dos cães, a fim de evitar possíveis acidentes de trânsito ou ataques.

Durante a avaliação dos animais, os bombeiros constataram que os animais não apresentavam ferimentos, sinais de agressividade no momento da abordagem ou indícios de maus-tratos, aparentando estar em bom estado de cuidado. Diante da impossibilidade de identificação imediata dos proprietários, a equipe realizou a contenção adequada, o transbordo para a viatura e o transporte dos cães até o quartel, onde permaneceram sob custódia para posterior identificação dos responsáveis.

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Após algumas horas, um funcionário dos tutores compareceu ao local, informando que os proprietários estavam em viagem. Foram prestadas orientações quanto à guarda responsável, realizada a coleta de dados e efetuada a devolução dos animais ao responsável.

Orientações

O Corpo de Bombeiros Militar reforça que a guarda responsável de animais é fundamental para a segurança coletiva e o bem-estar dos próprios cães. Tutores devem adotar medidas preventivas para evitar que os animais tenham acesso à via pública, como manter portões e cercas sempre fechados e em boas condições.

Além disso, é importante garantir que os animais estejam devidamente identificados, com coleiras e placas contendo informações de contato, o que facilita a rápida localização dos responsáveis em caso de fuga.

A corporação também orienta que, ao se deparar com animais soltos, a população evite tentar capturá-los por conta própria, especialmente em casos de comportamento agressivo. Nessas situações, o recomendado é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, para que a ocorrência seja atendida por equipe treinada.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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