O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou, durante a 2ª Reunião Ordinária da Ligabom (Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil), suas ações de gestão e combate a incêndios florestais. Na ocasião, a corporação destacou sua experiência e expertise no enfrentamento desses desafios ambientais.
A reunião contou com a presença comandantes-gerais e representantes de corporações de todo o país, com o objetivo de promover a padronização de ações integradas, discutir soluções para desafios operacionais e fortalecer o sistema nacional de proteção e defesa civil.
O evento foi realizado durante o TecnoFire 2024, que ocorreu entre os dias 26 e 29 de novembro, em Erechim, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o coronel BM Rony Robson Cruz Barros, comandante-geral adjunto do CBMMT e chefe do Estado-Maior, ministrou a palestra intitulada “Gestão nas Operações de Combate aos Incêndios Florestais”.
Em sua apresentação, o coronel abordou estratégias fundamentais para a prevenção e o enfrentamento de incêndios florestais, destacando a importância da integração entre as corporações de diferentes estados para fortalecer a resposta nacional a desastres ambientais.
Além disso, a reunião discutiu alterações no estatuto da Ligabom e deliberou sobre estratégias para aprimorar as ações conjuntas dos Corpos de Bombeiros Militares. Essas iniciativas visam não apenas reforçar a cooperação entre as instituições, mas também elevar a eficiência nas respostas a incêndios florestais e outros desastres naturais.
TecnoFire 2024
O TecnoFire 2024 se destacou como um evento de alcance nacional, dedicado a apresentar inovações tecnológicas, equipamentos de última geração e práticas avançadas no enfrentamento de emergências. A ocasião reuniu especialistas, fabricantes e representantes dos Corpos de Bombeiros Militares de todo o Brasil, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de parcerias estratégicas.
A programação incluiu palestras, workshops práticos e demonstrações ao vivo, permitindo aos participantes vivenciar o manuseio de equipamentos de combate a incêndios e a operação de viaturas especializadas. O evento também funcionou como uma vitrine para soluções tecnológicas inovadoras, promovendo o intercâmbio de conhecimentos entre os profissionais presentes.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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