O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) efetuou o resgate de 1.943 animais silvestres entre janeiro e outubro de 2025. O número já ultrapassou o total de ocorrências registradas em todo o ano de 2024, que somou 1.929 atendimentos no Estado.
Entre os municípios com maior número de ocorrências, Sorriso se mantém em primeiro lugar com 226 registros, seguido por Rondonópolis (182), Cuiabá (175), Barra do Garças (142), Sinop (110) e Tangará da Serra (107). Em 2024, Sorriso também liderou o ranking, com 239 casos.
Nos dez primeiros meses de 2025, janeiro foi o mês com mais ocorrências, somando 249 resgates; seguido de março, com 231; e outubro, com 219. No mesmo período de 2024, o maior número foi registrado em outubro, com 177 casos; seguido de janeiro, com 170; e março, com 147. Julho manteve-se como o mês de menor movimento nos dois anos analisados, com 145 e 99 registros em 2025 e 2024, respectivamente.
O diretor operacional adjunto do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia, explica que, geralmente, as solicitações de resgate envolvem animais encontrados em residências, áreas públicas e no perímetro urbano.
“A corporação recebe diariamente chamadas para resgate e captura de animais silvestres. Na maioria dos casos, são répteis e aves. Esses registros tendem a aumentar em períodos de estiagem e transição climática, quando as espécies costumam se deslocar em busca de abrigo e alimento”, destacou o major.
Orientação
O Corpo de Bombeiros reforça que, em casos envolvendo animais silvestres, a população deve acionar o 193 e evitar qualquer tentativa de captura por conta própria.
Tentar capturar ou remover um animal sem o apoio de profissionais capacitados pode resultar em ferimentos, tanto para o animal quanto para a pessoa envolvida. Essa orientação é importante quando se trata de animais silvestres, que podem reagir de maneira imprevisível ao se sentirem ameaçados. Nessas situações, o risco de acidentes ou ataques é significativamente maior, especialmente em situações de estresse.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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