O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e a Prefeitura de Cuiabá assinaram, na noite de quarta-feira (7.5), o projeto “Juntos por uma Cuiabá sem Queimadas”, com o objetivo de reduzir os incêndios florestais nas zonas urbana e rural da Capital. A iniciativa visa intensificar ações integradas de prevenção, educação ambiental, fiscalização e combate aos incêndios durante o período de estiagem.
O projeto foi oficializado com a assinatura do comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, e do secretário adjunto de Defesa Civil de Cuiabá, coronel RR Alessandro Borges Ferreira, durante a solenidade realizada no Palácio Alencastro.
Segundo o comandante-geral, a parceria busca uma atuação conjunta para que todos estejam atentos à problemática dos incêndios florestais, não apenas com foco na resposta imediata, mas principalmente na prevenção, visando a redução dos impactos ambientais e a promoção da saúde pública e da qualidade de vida da população.
“Uma das ações que vamos implementar na capital é a criação de sete bases de resposta rápida para combater os focos iniciais de incêndio. Também vamos reforçar o trabalho de educação ambiental, envolvendo professores no diálogo com as crianças, que levarão essa conscientização para dentro de casa. Queremos mostrar a gravidade de se colocar fogo em terrenos baldios como forma de limpeza, explicar que isso é crime e incentivar a fiscalização”, afirmou o coronel.
O prefeito Abílio Brunini destacou que a iniciativa mobilizará escolas, empresas, ONGs, comunidades e órgãos públicos, além de empregar tecnologia no monitoramento e investir na capacitação de brigadistas. O projeto também prevê punições mais severas para infratores.
“Temos muitos desafios em Cuiabá, e um deles é promover a educação ambiental em todas as faixas etárias. Precisamos conscientizar os adultos sobre os danos causados pelas queimadas, criar ecopontos para o descarte adequado de resíduos e propor leis mais rigorosas para quem desrespeita o meio ambiente”, afirmou o prefeito.
O secretário adjunto de Defesa Civil de Cuiabá, coronel RR Alessandro Borges Ferreira, idealizador do projeto, ressaltou a importância da prevenção e do planejamento para reduzir os riscos de incêndios florestais. “Este projeto é fruto de um esforço coletivo. Após ajustes e aprovação do prefeito, estamos concretizando um planejamento que vem sendo construído desde a transição de governo, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos cuiabanos”, declarou.
Além das autoridades municipais, participam da solenidade os coronéis BM Marcelo Augusto Reveles Carvalho e Josiel Borges da Silva, além do comandante do 1º Comando Regional Bombeiro Militar (1º CRBM), tenente-coronel BM João Paulo Nunes de Queiroz e a comandante do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM), Pryscilla Jorge Machado de Souza.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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