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Corpo de Bombeiros inicia 5º Curso de Perícia em Incêndios Florestais

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou, nesta segunda-feira (9.06), o 5º Curso de Perícia em Incêndios Florestais. A capacitação, com duração de cinco dias, reúne 29 alunos de nove diferentes instituições, entre elas Corpos de Bombeiros Militares de diversos estados, a Coordenação-Geral de Fronteiras (CGFRON) e a Força Nacional de Segurança Pública.

A solenidade de abertura contou com a presença do Comandante-Geral Adjunto e Chefe do Estado-Maior-Geral, coronel BM Rony Robson Cruz Barros, além de outras autoridades, como o coronel Raimundo Ramos Jr, comandante da Força Nacional e a coordenadora de Apoio Operacional da CGFRON, Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), Janete Almeida.


Durante seu discurso, o coronel BM Rony destacou a importância da integração entre os estados da Amazônia Legal e da cooperação entre instituições, frisando que o curso é parte de um planejamento iniciado em dezembro do ano passado. Ele enfatizou a relevância da perícia como ferramenta científica para entender a dinâmica dos incêndios e melhorar a resposta estratégica.

“O objetivo é capacitar-se para transmitir o conhecimento que os bombeiros vêm adquirindo ao longo dessas técnicas. Esse quinto curso de perícia de incêndios florestais é um planejamento já desde dezembro do ano passado. A gente tem que trabalhar na parte científica para que a gente avance um pouco mais no entendimento dessa questão.”

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Na sequência, o coronel Raimundo Ramos Jr., comandante da Força Nacional, também reforçou a relevância estratégica da formação:

‘’Este curso é uma amostra do que é realmente a cooperação federativa. União, estados, instituições trabalhando juntas. Isso aqui não é um conceito abstrato, é realidade. Temos quase todos os Corpos de Bombeiros representados, diretorias da Senasp, da Força Nacional, da DIOP.’’

A coordenadora da CGFRON, Janete Almeida, reforçou a importância da parceria entre as instituições e o impacto do curso nas operações de fronteira e na proteção dos biomas.

“É uma grande alegria para mim estar aqui e testemunhar o salto de conhecimento que o Corpo de Bombeiros tem dado. Os comandantes, as equipes, todos, incansavelmente, buscam o aprimoramento. Nós entendemos a importância desse curso. O curso de perícias florestais é de grande importância, pois a responsabilização é de suma importância. Os senhores que estão aqui representam seus estados para serem multiplicadores. Essa será a primeira de muitas edições.”

Entre os participantes do curso estão bombeiros militares do CBMMT, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBMAP), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA), Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), Corpo de Bombeiros Militar de Tocantins (CBMTO), Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), além de membros da CGFRON e da Força Nacional.

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O curso, com carga horária de 40 horas-aula, e a programação inclui fundamentos da perícia de incêndio florestal, geoprocessamento aplicado, investigação de campo e elaboração de laudo técnico.

A atividade pericial aplicada aos incêndios florestais representa uma função essencial, estratégica e de crescente importância no contexto das operações ambientais. Trata-se de uma atividade técnico-científica que busca, com base em evidências objetivas, identificar as causas, origens e circunstâncias de um incêndio em áreas de vegetação.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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