O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou, neste sábado (28.12), uma criança de 4 anos, pertencente à etnia indígena Nambikwara, que havia se perdido em uma região de mata nas proximidades da aldeia em Comodoro (a 639 km de Cuiabá).
A equipe da 8ª Companhia Independente Bombeiro Militar (8ª CIBM) foi acionada pelos membros da aldeia, na sexta-feira (27.12), com a informação de que duas crianças, de 7 e 4 anos, estavam desaparecidas.
Imediatamente, os bombeiros deslocaram-se até o local e foram informados de que a criança de 7 anos já havia sido encontrada, mas a mais nova ainda permanecia com o paradeiro desconhecido.
Diante disso, as buscas foram iniciadas na área, que é caracterizada por vegetação densa e de difícil acesso. Para intensificar os esforços, foi solicitado o reforço do Núcleo Operacional de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Nobresc).
Os cães desempenham um papel crucial na varredura da área, utilizando mudanças de comportamento e latidos para indicar os locais por onde o desaparecido pode ter passado.
A equipe especializada de busca, acompanhada da cadela Árya, deu continuidade à operação na manhã deste sábado. O trabalho foi iniciado com a divisão da área em quadrantes, permitindo que cada grupo atuasse de forma coordenada e eficiente. A presença do binômio (militar/cão) foi essencial para otimizar a varredura do terreno.
Os bombeiros conseguiram localizar a criança com vida, próxima a um córrego. O menino não apresentava ferimentos aparentes, mas foi encaminhado ao hospital para avaliação e os cuidados médicos necessários. Após o resgate, o pajé da tribo expressou sua gratidão pelo empenho e dedicação dos militares na busca pela criança.
Além dos esforços dos bombeiros militares, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e as comunidades indígenas locais desempenharam um papel crucial para o sucesso da operação.
O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.
“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.
“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.
“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.
“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
Terminal Ferroviário
As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.
“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.
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