O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou, nesta terça-feira (17.3), os principais pontos relacionados à gestão de incêndios florestais em empreendimentos lineares de infraestrutura, com ênfase em ferrovias. O objetivo foi demonstrar os fatores de risco na implementação que envolvem a infraestrutura logística e reforçar a importância da integração entre órgãos públicos e concessionárias desde a fase inicial dos projetos.
A apresentação fez parte da 3ª edição do Workshop de Licenciamento Ambiental, promovido pela Rumo, que busca viabilizar projetos estratégicos no estado, como a Ferrovia de Mato Grosso. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor para debater a aplicação prática da legislação ambiental em empreendimentos de grande porte, com foco em infraestrutura logística.
Entre os temas discutidos, destacou-se a análise da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), em vigor desde 4 de fevereiro, que estabelece regras gerais para a autorização de atividades ou empreendimento com potencial impacto ambiental.
Durante sua apresentação, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou os resultados alcançados no combate a incêndios florestais no estado em 2025, incluindo a redução de 82% nos focos de calor em relação a 2024 e a queda de 70% em comparação à média dos últimos dez anos.
Ele detalhou ainda as estratégias adotadas para atingir esses índices e os principais desafios relacionados a empreendimentos lineares e a necessidade de integração. Entre os pontos de atenção, o coronel citou as fontes de ignição, como faíscas geradas pelos trilhos que podem atingir vegetação e áreas próximas, e a dificuldade de acesso a trechos restritos da ferrovia, o que limita a atuação rápida das equipes de combate a incêndios florestais.
“Fomos convidados a apresentar nosso trabalho na área de gestão de incêndios florestais, bem como os resultados que temos alcançado. Também buscamos fortalecer parcerias com a Rumo e com os demais órgãos envolvidos na implantação desses empreendimentos lineares, especialmente os órgãos de licenciamento. A ideia é que, aqui em Mato Grosso, esses projetos já se iniciem de forma integrada, com articulação entre os órgãos estaduais, para promover ações conjuntas de prevenção e controle de incêndios”, afirmou o comandante.
O coronel reforçou ainda que, em projetos de grande porte, é essencial que planejamento ambiental, execução logística e prevenção de riscos estejam articulados, antecipando problemas e assegurando sustentabilidade ao longo de todo o processo.
Nesse contexto, o CBMMT assume papel estratégico, atuando na fiscalização e no planejamento de ações preventivas em parceria com empresas e órgãos públicos, como o que já é realizado junto aos produtores rurais por meio do Sistema Integrado de Cadastro de Recurso para Apoio aos Incêndios Florestais (Sicraif).
Além do Corpo de Bombeiros Militar, o workshop contou com representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e de outras entidades ligadas à regulação e preservação ambiental.
A programação incluiu ainda painéis sobre a nova legislação ambiental, integração logística, inovação e sustentabilidade, além de um curso sobre a nova Lei de Licenciamento Ambiental e atividades práticas voltadas à agenda ambiental.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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