MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros realiza entrega de luvas de ombro a cadetes do 1º ano do CFO

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta quinta-feira (20.3), a solenidade de entrega das luvas de ombro aos cadetes do 1º ano da segunda turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO) do Estado. A cerimônia marcou o fim do período de adaptação e simbolizou a transição do uniforme civil dos alunos para a identificação militar como cadetes do CFO 1.

A solenidade foi presidida pelo comandante-geral, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, e contou com a presença dos coronéis da corporação. Além deles, familiares e amigos dos cadetes também participaram da cerimônia, que ocorreu na 3ª Companhia de Bombeiros Militar, em Cuiabá.

De acordo com o comandante-geral, coronel Glêdson, a entrega da luva é um ato simbólico que representa o desejo dos cadetes de deixar para trás a vida civil e abraçar a carreira militar. Este momento é considerado um marco na trajetória dos futuros oficiais, que, a partir de agora, passam a incorporar os valores, a disciplina e a hierarquia da corporação.

“Aqueles que não se identificam com a nossa instituição, com a nossa filosofia, com a hierarquia e disciplina, ficam no meio do caminho neste período de adaptação. Se os senhores estão aqui hoje recebendo a luva do primeiro ano, entendo que, de fato, estão disponíveis, entenderam a filosofia e os valores militares e desejam continuar na formação de oficiais”, destacou o comandante.

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Ao todo, o período de adaptação durou 53 dias. Esse período incluiu a semana administrativa, a quarentena, durante a qual os cadetes foram privados do convívio familiar, além de uma semana ininterrupta de atividades externas no campo de instrução do Exército Brasileiro. Os cadetes, inclusive, foram diretamente do campo para a solenidade, como um compromisso com a missão de servir.

O tenente-coronel BM Mario Henrique Faro Ferreira, comandante da Academia de Bombeiros Militar, explicou que essa fase de adaptação é essencial para a formação profissional dos cadetes, pois é nela que eles adquirem as noções fundamentais sobre as diversas atividades desempenhadas na corporação.

“Eles sentiram fome, cansaço, frio, sono. Foram testados ao limite do físico e, mais importante, testados ao limite do mental. E essa é apenas a primeira fase. Restam ainda 22 meses para a conclusão do curso, ainda muito por vir. Da mesma forma que exigimos dedicação dos cadetes, nos comprometemos a fazer o melhor em torno da formação dos futuros oficiais da corporação”, ressaltou.

Ainda na solenidade, familiares e amigos dos cadetes tiveram a oportunidade de entregar as luvas de ombro aos seus entes queridos. Rosemilia Lima Guedes, mãe do cadete Caporossi, não escondeu o orgulho ao testemunhar a conquista do filho.

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“Só de ler o convite para estar aqui já me emocionei, comecei a chorar. É realização de um sonho. Quando ele nasceu, a avó dele escreveu em um livro de memórias que a profissão do neto seria militar mesmo não tendo militar na família. E hoje ele está aqui realizando um sonho que é dele e nosso também”, afirmou.

Acompanhada pelas duas filhas, Andressa Costa Silva destacou a conquista do marido, o cadete Carlos. Ele, que já era cabo bombeiro militar e atuava em Campo Novo do Parecis, prestou um novo concurso para se tornar oficial, mudou-se com a família para Cuiabá e, hoje, se encontra novamente na condição de aluno da corporação.

“Para nós, é uma emoção muito grande ver ele dar esse passo na vida dele. Era um sonho dele desde quando era soldado do bombeiro, e nós abraçamos esse sonho. Estamos muito orgulhosos por ele ter chegado até aqui e seguimos torcendo para que o restante dessa trajetória seja de vitórias”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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