MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros realiza isolamento e desobstrução de vias após queda de poste energizado e árvore

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu duas ocorrências relacionadas à obstrução de vias públicas entre a noite de sábado (7.3) e a madrugada deste domingo (8), nos municípios de Primavera do Leste (243 km de Cuiabá) e Alto Araguaia (a 423 km da capital).

As situações envolveram a colisão de um veículo contra um poste de iluminação pública, que caiu e ficou energizado, e a queda de uma árvore que bloqueou uma via urbana.

Na madrugada deste domingo (08.03), por volta das 1h44, a 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada para atender uma ocorrência na Avenida Porto Alegre, na região central de Primavera do Leste, envolvendo a queda de um poste de iluminação pública após a colisão de um veículo.

Ao chegar ao local, os bombeiros verificaram que o poste do canteiro central estava caído ao chão e energizado. Diante do risco, a equipe realizou o isolamento parcial da via e, com o uso de equipamentos adequados, fez o corte da fiação que alimentava as luminárias.

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O poste foi removido da pista para liberar a via. A ciclovia do canteiro central também foi isolada com fita zebrada para garantir a segurança no local. A concessionária de energia elétrica foi acionada, realizou os reparos necessários e restabeleceu a energia. O veículo envolvido no acidente não foi localizado.

Já na noite de sábado (7), por volta das 22h, o 1º Núcleo de Bombeiro Militar (1º NBM) recebeu o chamado para atender uma ocorrência de queda de árvore sobre uma via urbana na Avenida Jerônimo Samita Maia, no centro de Alto Araguaia.

No local, os militares constataram que uma árvore de grande porte havia caído sobre a pista, bloqueando totalmente a via e oferecendo risco à circulação de veículos. A equipe do 1º NBM realizou o corte da árvore e a retirada dos galhos com o uso de ferramentas apropriadas.

Após a conclusão dos trabalhos, a via foi totalmente liberada e o tráfego foi normalizado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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