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Corpo de Bombeiros reforça ações no Parque Serra Azul; sala de situação acompanha em tempo real

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) intensificou, nesta segunda-feira (8.9), as ações de combate aos incêndios florestais que atingem o Parque Estadual da Serra Azul, em Barra do Garças (a 511 km de Cuiabá). Foi instalada uma sala de situação dentro do parque, para definição ágil de estratégias para fortalecer a atuação no local.

Aeronaves estão sendo utilizadas para o lançamento de água em pontos estratégicos, e máquinas pesadas auxiliam na abertura de aceiros, criadas para impedir o avanço do fogo. Além disso, caminhões-pipa também estão sendo empregados na operação.

A medida se tornou necessária diante das condições climáticas extremas, como as altas temperaturas e os ventos intensos, que têm favorecido a propagação do fogo. Nesse cenário, a presença da equipe técnica estratégica diretamente na área afetada, por meio da sala de situação, tem sido essencial para otimizar os recursos disponíveis e direcionar as operações com mais eficácia.

Além do efetivo do Corpo de Bombeiros Militar, a operação conta com brigadistas do parque e contratados pelo Estado, além do apoio da Prefeitura Municipal, das Defesas Civil Municipal e Estadual, e de militares do Exército e da Força Aérea, que atuam tanto no combate direto quanto no suporte logístico às equipes.

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As ações de combate também têm suporte da Sala Descentralizada do 4º Comando Regional Bombeiro Militar, em Barra do Garças, e da Sala de Situação Central do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Ambas realizam o monitoramento remoto por meio de imagens de satélite, fornecendo apoio estratégico às equipes em campo.

Segundo o comandante do BEA, tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, desde a identificação dos primeiros focos de incêndio, os bombeiros foram imediatamente mobilizados em uma grande operação para conter as chamas.

“Nossa prioridade foi estabelecer rapidamente uma resposta integrada, garantindo a segurança das equipes e a proteção do parque. Mobilizamos recursos aéreos, terrestres e logísticos de forma coordenada, assegurando que cada frente de combate recebesse o apoio necessário para conter a propagação do fogo”, explicou.

A Prefeitura de Barra do Garças decretou Situação de Emergência, no período de 180 dias, autorizando medidas urgentes, como a aquisição de equipamentos, insumos e reforço de equipes, para auxiliar a operação já realizada pelo Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio.

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Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil cumpre 90 mandados para desarticulação de esquema de lavagem de capitais de facção criminosa

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Fluxo Oculto, para cumprimento de 90 ordens judiciais, com foco no combate à atuação de uma facção criminosa com ramificações interestaduais, voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Os mandados foram deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, com base na terceira fase de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) do município.

Ao todo são cumpridos 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão, além de 58 medidas judiciais diversas com foco no avanço das investigações e desarticulação patrimonial e financeira do grupo criminoso.

As ordens judiciais são cumpridas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos nos municípios de Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá.

Entre os alvos, estão três lideranças do grupo criminoso, apontadas como responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas e pela gestão financeira do grupo. Ao todo, são investigadas 31 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, suspeitas de participação direta ou indireta nas atividades criminosas.

Com foco na descapitalização da facção criminosa, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, na soma que alcança R$ 9,3 milhões.

Lavagem de dinheiro

As investigações conduzidas pela Draco de Sinop identificaram que integrantes de uma facção criminosa utilizavam empresas formalmente constituídas para ocultar e conferir aparência lícita aos recursos provenientes do tráfico de drogas.

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Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia, que, seria utilizado para promover a troca de dinheiro oriundo da atividade criminosa por recursos aparentemente legais, inserindo os valores ilícitos no sistema financeiro formal.

As apurações também revelaram que parte dos valores arrecadados com a venda de drogas em Mato Grosso era encaminhada ao estado do Rio de Janeiro, sendo evidenciada a existência de uma rede estruturada para movimentação financeira e distribuição dos recursos da facção criminosa.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eugênio Rudy Junior, o grupo desenvolveu um esquema de lavagem de capitais destinado a dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes da comercialização de entorpecentes.

“As investigações demonstraram que a facção criminosa utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas. O objetivo era conferir aparência de legalidade ao dinheiro e permitir sua circulação no mercado formal, dificultando a atuação dos órgãos de persecução criminal”, destacou o delegado.

Fases anteriores

A Operação Fluxo Oculto representa a terceira fase de uma investigação iniciada em 2025, quando equipes da Draco de Sinop realizaram a prisão em flagrante de dois integrantes da facção criminosa no município de Cláudia. Com o avanço das investigações, foi possível identificar a estrutura operacional do grupo, seus integrantes e os mecanismos utilizados para ocultar os lucros obtidos com o tráfico de drogas.

Em março de 2026, foi deflagrada a Operação Aurora Fronteiriça, ocasião em que a Draco de Sinop apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína, pertencentes ao mesmo grupo criminoso, representando uma das maiores apreensões de entorpecentes já realizadas no âmbito da investigação.

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Na sequência, em maio de 2026, foi deflagrada a segunda fase da operação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, que resultou na apreensão de 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil em dinheiro, na prisão em flagrante de três pessoas ligadas à organização criminosa e no sequestro judicial de mais de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.

Com o avanço das diligências, a Draco identificou que o grupo criminoso não se limitava ao tráfico de drogas em larga escala, mas mantinha uma complexa estrutura financeira destinada à ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos obtidos com a atividade criminosa.

A descoberta desse esquema deu origem à terceira fase da investigação, denominada Operação Fluxo Oculto, voltada especificamente à identificação dos responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, ao rastreamento dos valores e à descapitalização do grupo.

As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos a partir das medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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