O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou, na tarde de quinta-feira (14.5), uma menina de cinco anos que caiu em um poço desativado de aproximadamente 17 metros de profundidade, localizado nos fundos de uma residência no bairro Boa Esperança, em Alta Floresta (a 791 km de Cuiabá).
A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada por volta das 16h50 para atender a uma ocorrência de queda em profundidade envolvendo uma criança. Segundo relato dos familiares, a vítima teria se aproximado do poço para pegar uma cachorrinha que estava nas proximidades, quando a tampa de concreto cedeu sob seu peso, provocando a queda.
Duas viaturas foram mobilizadas imediatamente. Ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que a menina estava no interior do poço, que continha cerca de quatro metros de água. Consciente, ela se mantinha segurando uma fina corda improvisada para evitar afundar.
Diante da situação, os militares começaram a conversar com a criança para mantê-la calma enquanto um bombeiro descia até o local para realizar o resgate com segurança. Utilizando técnicas de salvamento vertical, o bombeiro acessou o interior do poço, realizou a abordagem da vítima, a estabilização e a avaliação primária.
Durante o atendimento, foi constatado que a criança não apresentava ferimentos graves, possivelmente devido ao fato de a queda ter ocorrido na água. Na sequência, os bombeiros fizeram a retirada da vítima de forma segura e controlada, utilizando cadeirinha de salvamento e sistema de ancoragem com cabo de segurança.
Após o resgate, a criança passou por avaliação secundária, sendo identificadas escoriações na perna e no braço esquerdo. Considerando ainda a possibilidade de ingestão de água contaminada do poço, além da necessidade de exames complementares, a menor foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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