O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na tarde desta terça-feira (09.12), dois trabalhadores que passaram mal dentro da caixa d’água de um prédio localizado no bairro Coophema, em Cuiabá. As vítimas foram retiradas de dentro da estrutura pelos bombeiros, enquanto o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) auxiliou no resgate pela parte superior, em uma operação conjunta entre as forças de segurança.
As equipes do CBMMT foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 14h30. Segundo as primeiras informações, os trabalhadores realizavam pintura e manutenção interna da caixa d’água quando começaram a apresentar sinais de intoxicação. Além do CBMMT e do Ciopaer, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também esteve no local.
De acordo com a capitã BM Beatriz Oliveira Castelli de Albuquerque, oficial de área responsável pela ocorrência, os trabalhadores não conseguiram deixar o local por conta própria devido à desorientação causada pela intoxicação. Diante do risco, foi estruturada uma operação conjunta envolvendo equipes de salvamento em altura, atendimento pré-hospitalar e suporte aéreo, com o uso de um helicóptero.
“Os bombeiros utilizaram técnicas de resgate vertical para alcançar os homens e retirá-los de dentro da caixa, conduzindo-os até a parte superior da estrutura, que tem cerca de 30 metros de altura. Com o apoio do Ciopaer, eles foram removidos com segurança e receberam os primeiros atendimentos ainda no local, pelas equipes do CBMMT e do Samu”, explicou a capitã.
Após o resgate, os trabalhadores foram encaminhados a uma unidade de saúde para avaliação médica. Não há informações sobre o estado de saúde atual das vítimas.
Orientações
O Corpo de Bombeiros Militar alerta que qualquer intervenção em espaços confinados deve seguir normas de segurança, incluindo a utilização de equipamentos de proteção apropriados, monitoramento da qualidade do ar e ventilação forçada para dispersão de vapores tóxicos. Trabalhos com tintas, solventes ou substâncias químicas devem ser realizados somente após avaliação de risco e com supervisão adequada para evitar acidentes.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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