MATO GROSSO

Corregedoria Eleitoral avalia campanha, alinha estratégias e cria dia “E” para a biometria

Publicado em

A Coordenação da Campanha Biometria 100% promoveu, nesta quarta-feira (8), uma reunião de avaliação e alinhamento de estratégias visando à ampliação do cadastramento biométrico de eleitores em Mato Grosso, em 2025. O encontro virtual foi conduzido pelo desembargador Marcos Machado, corregedor Regional Eleitoral e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), e contou com a participação de 23 magistrados, além de chefes de cartório.

O desembargador agradeceu a presença de todos e reforçou o papel da Corregedoria na iniciativa de apoio aos cartórios e juízos eleitorais. “Nosso papel é dar todo o suporte necessário para alcançarmos a meta da campanha Biometria 100%. Não estamos falando de uma atuação disciplinar ou correcional, mas de apoiar o desempenho da Justiça Eleitoral nos municípios, visto que ainda temos o desafio de realizar a coleta biométrica de pouco mais de 250 mil eleitores em Mato Grosso”, avaliou o magistrado.

No encontro, Marcos Machado determinou que todas as 57 zonas eleitorais em Mato Grosso realizem ao menos um mutirão abrangendo os dias 14 ou 15 de novembro, como estratégia para ampliar o cadastramento biométrico de eleitores. Denominada Dia “E” — em alusão a “Eleitoral” —, a data tem como objetivo oportunizar o acesso de eleitores aos mutirões da Justiça Eleitoral, em virtude do feriado da Proclamação da República, que será no sábado, dia 15.

O encontro fez uma radiografia da coleta biométrica no Estado e ouviu dos participantes os desafios a serem superados para melhorar o índice de cobertura, que antes da campanha era de 87,16% e agora está em 90,09%. O assessor técnico da Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), Kelsen de França Magalhães, apresentou os resultados parciais obtidos pela campanha no Estado e fez uma análise do posicionamento das zonas eleitorais e municípios em nível de crescimento biométrico.

“Estamos a 7,91% de atingir a meta de 98% e a 9,91% de alcançar 100% do eleitorado. O acompanhamento mostra que 62 dos 142 municípios já possuem cobertura biométrica superior a 94%, e, dentre estes, oito municípios já atingiram a meta estabelecida. Em Mato Grosso, 27 municípios apresentam índices entre 90% e 94%, enquanto outros 45 estão com cobertura entre 70% e 90%. Apenas um município está abaixo de 50% de cobertura biométrica, e outros sete apresentam índices entre 50% e 70%”, explicou Kelsen, durante sua apresentação com planilhas e gráficos.

Leia Também:  Governador apresenta potencialidades de MT para embaixadora da Irlanda

De acordo com a CRE-MT, de maio a dezembro de 2025 foram autorizados 312 mutirões. Até o momento, 30 pontos de atendimento tiveram ampliação do horário de funcionamento, além da instalação de mais 11 centrais ou postos eleitorais de atendimento nos últimos meses. A 41ª Zona Eleitoral, com sede em Araputanga (a 338 km da Capital), foi o destaque da primeira reunião de avaliação, com crescimento global de 9,76% de todo o seu eleitorado, resultado do trabalho do juiz eleitoral Dimitri Teixeira Moreira dos Santos e equipe.

“A avaliação constatou um evidente sinal de melhora no desempenho das zonas eleitorais nesse período, com a realização de maior número de mutirões, busca ativa, articulação com mais parceiros e melhor tempo de planejamento das ações. O resultado inclui iniciativas como a abertura de postos ou centrais eleitorais e, em alguns casos, a ampliação do horário de atendimento”, afirmou o chefe da Seção de Orientação e Apoio às Zonas Eleitorais, Paulo Xavier.

Durante a reunião, foram compartilhadas alternativas para atrair o eleitorado ao cadastramento biométrico. O encontro também abriu espaço para que todos apresentassem suas demandas e registrassem as particularidades de cada zona eleitoral ou município. A CRE-MT solicitou aos juízos e cartórios o realinhamento dos planos de ação das zonas eleitorais que apresentaram crescimento inferior a 3%, com definição de iniciativas, prazos e parcerias, visando aproximar o cidadão da biometria.

Uma das estratégias utilizadas pela 27ª Zona foi a impressão de panfletos distribuídos em escolas públicas, voltados aos familiares de alunos, incentivando-os a procurar o cartório ou posto eleitoral. Outra sugestão inclui parcerias com Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), redes de educação, saúde e assistência social, além de associações comunitárias na realização de mutirões. A proposta foi apresentada pelo juiz Fabrício Savazzi Bertoncini, da 27ª Zona Eleitoral, com sede em Juara (município distante 655 km de Cuiabá).

Leia Também:  PM apreende 551 tabletes de maconha em carro abandonado em Rondonópolis

O juiz Alex Nunes de Figueiredo, da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá — a maior do Estado, com 114.852 eleitores aptos a votar —, defendeu a instalação de um posto de atendimento eleitoral no bairro Pedra 90, um dos mais populosos da Capital, juntamente com a presença do ônibus itinerante Justiça Eleitoral Móvel (JEM). Ele acredita que, dessa forma, será possível alcançar os 12.736 eleitores da zona que ainda não realizaram o cadastramento biométrico, o equivalente a 11,09% do total.

Outros pontos levantados na reunião abordaram a necessidade de designar mais servidores públicos para o atendimento ao eleitor, além de concentrar esforços para alcançar eleitores que atuam no serviço público municipal e estadual. O desembargador Marcos Machado lembrou que a Justiça Eleitoral firmou parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para que a atualização biométrica alcance o maior número possível de servidores estaduais que ainda não realizaram a coleta, a partir do cruzamento de dados com o TRE-MT.

A Assessoria de Comunicação (Ascom) do TRE-MT consignou na reunião todo o apoio à divulgação de mutirões e atividades das zonas eleitorais, bem como à distribuição de material gráfico e peças virtuais para redes sociais. O balanço apresentado pela Ascom contabilizou 400 banners e 12 mil cartazes já enviados. Há ainda uma reserva de materiais que serão destinados aos cartórios, além da produção de faixas em processo de licitação e nova contratação para banners, cartazes e folders.

Jornalista:Anderson Pinho

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada do prédio do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), com destaque para sua arquitetura moderna em tons de branco e amarelo. Em primeiro plano, aparecem mastros com bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e da Justiça Eleitoral, sob um céu azul claro e ensolarado.

Fonte: TRE – MT

Advertisement

MATO GROSSO

A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

Published

on

Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

Leia Também:  Sesp abre inscrições para 3ª Corrida Estadual de Combate ao Trabalho Escravo

A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

Veja o Documento

Fonte: Política MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA