Cuiabá vai sediar o 52º Cinase – Circuito Nacional do Setor Elétrico, o maior evento itinerante do setor elétrico brasileiro, nos dias 1º e 2 de outubro. Considerado “o ponto de encontro do setor elétrico”, o congresso reunirá especialistas, empresários, pesquisadores e profissionais para debater tendências e desafios em um momento de intensa transformação tecnológica e energética.
A realização contará com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), reforçando o compromisso de Mato Grosso em promover inovação e sustentabilidade em setores estratégicos.
O encontro será realizado no Centro de Eventos Cenarium Rural, com programação que inclui palestras, painéis de debates e uma feira de negócios. São esperados mais de dois mil participantes nos dois dias, entre profissionais do setor elétrico, empresas, universidades e expositores de todo o país.
Criado em 2010 pelo grupo “O Setor Elétrico”, o Cinase realiza quatro edições anuais em diferentes capitais brasileiras. Em Cuiabá, os debates vão abranger desde mobilidade elétrica, redes inteligentes e fontes renováveis até eficiência energética, geração distribuída, armazenamento de energia e o papel da energia no agronegócio.
Para a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Silva Vogel Lisboa, Mato Grosso se consolida cada vez mais como protagonista do agronegócio nacional e a escolha da capital como sede reforça a importância de discutir soluções que unam produção sustentável e segurança energética.
“O Cinase traz para Cuiabá não apenas debates técnicos de alto nível, mas também oportunidades concretas de conexão entre o setor elétrico, o agronegócio, indústria e turismo. Mato Grosso precisa de energia confiável, limpa e acessível para sustentar seu crescimento produtivo. O apoio da Sedec ao evento reflete essa visão estratégica: estar no centro dessas discussões significa abrir caminho para inovações que vão transformar a nossa realidade, garantindo eficiência e competitividade para quem produz”, afirmou.
Com temas que vão da modernização do setor elétrico à segurança das instalações, passando por edificações sustentáveis, qualidade da energia e indústria 4.0, o evento deve marcar a agenda nacional ao aproximar inovação tecnológica de setores estratégicos da economia.
O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.
“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.
“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.
“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.
“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
Terminal Ferroviário
As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.
“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.
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