MATO GROSSO

Curso aborda aplicação da IA na elaboração de decisões judiciais

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A aplicação da Inteligência Artificial na elaboração de decisões judiciais é tema de um curso ministrado pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT). A atividade teve início nesta segunda-feira (14.10) e segue nesta terça-feira (15.10), de forma telepresencial, com a participação de aproximadamente 160 magistrados, magistradas, servidores e servidoras da Justiça Eleitoral.

Com o tema Assessoria 4.0 – Inteligência Artificial nas decisões judiciais, o curso possui carga horária de 8 horas-aula e visa capacitar os(as) participantes quanto à aplicação de ferramentas de IA na elaboração de decisões judiciais.

Durante a abertura, a diretora da EJE-MT, juíza Ana Cristina Silva Mendes destacou a importância da capacitação. “Esta temática é muito importante e visa preparar o público-alvo por meio de fundamentação teórica e aplicação em exercícios práticos. A utilização da Inteligência Artificial tem sido cada vez mais presente em nossa rotina, por isso, é essencial nos atualizarmos sobre as ferramentas e os cuidados necessários, uma vez que estamos lidando com decisões judiciais”.

O tema está sendo ministrado pelo analista judiciário do TRE-PA, Jhônatan Elian Monteiro, que também é assessor de juiz-membro do TRE-PA e pós-graduando em Direito Digital e Compliance pela UniAmérica. “É uma satisfação muito grande ministrar este curso e enalteço a iniciativa do TRE-MT em promover um curso sobre um assunto tão salutar e, consequentemente, uma atualização tão necessária. Fizemos uso ostensivo da IA nas Eleições Municipais de 2024 no TRE-PA e isso nos permitiu uma certa tranquilidade em comparação com pleitos anteriores. Eleição municipal é sempre um desafio muito grande, mas conseguimos tratar de forma bem estudada, com precaução. À medida que a complexidade do trabalho vai aumentando, o ser humano vai buscando formas de tornar o trabalho mais dinâmico”, ressaltou.

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O facilitador destacou, ainda, que ao falar sobre IA, especialmente o uso no Poder Judiciário, “nos surpreendemos cada vez mais com o que a tecnologia nos traz”. Na primeira aula, ele falou sobre os tipos de IA, que são classificadas em estreita (fraca); geral (forte); e superinteligente. Jhônatan Monteiro falou também sobre como os métodos de aprendizagem moldam a capacidade da IA de resolver problemas e tomar decisões. Neste caso, a aprendizagem por reforço, por exemplo, simula um processo de tentativa e erro que é ideal para ambientes onde a IA precisa se adaptar rapidamente a novas situações ou evoluir com o tempo.

Segundo ele, a evolução das ferramentas de Inteligência Artificial ocorre cada vez mais rápido, com a previsão de surgirem soluções mais inteligentes e autônomas, capazes de lidar com desafios complexos e de importância crítica para a sociedade. “A compreensão dos tipos de IA e seus métodos de aprendizagem é fundamental para prever e orientar o desenvolvimento dessas tecnologias de maneira segura e ética”, expôs o ministrante do curso.

Para a técnica judiciária que atua como assessora de juiz-membro no TRE-MT, Rafaela Corsaletti Garcia Vicente, o curso é muito útil para entender como a Inteligência Artificial pode ajudar no dia a dia do trabalho jurídico, especialmente na pesquisa e automação de processos. “As ferramentas apresentadas são práticas e vão trazer mais eficiência para o trabalho sem comprometer a qualidade. Foi uma ótima oportunidade para ver como a IA pode ser aplicada de forma responsável. Também achei importante a parte que desmistificou a ideia de que a IA vai substituir o trabalho dos assessores. O curso mostra que, mesmo com o uso dessas ferramentas, a supervisão humana continua essencial para garantir decisões justas e transparentes. Saio mais confiante para aplicar a IA no meu trabalho, sabendo que ela é um suporte, e não uma substituição”, avaliou.

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Além de juízes e juízas eleitorais, servidores e servidoras do Tribunal, participa do curso o juiz-membro do TRE-MT, Edson Dias Reis.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem do print da tela do aplicativo Zoom, que mostra as imagens pequenas dos e das participantes do curso.

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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