A 31ª edição do Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”, um dos maiores eventos do gênero na América Latina, contará com a exibição do documentário “Divino: Sua Alma, Sua Lente”. O curta-metragem foi produzido na Terra Indígena Sangradouro, financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Também contou com o apoio institucional do Núcleo de Produção Digital (NPD) da Universidade Federal do Mato Grosso – Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA).
O documentário é dirigido por Clea Torres e Gilson Costta, com a produção executiva de Carina Benedeti e a fotografia de Cristiano Costa.
O filme “Divino: Sua Alma, Sua Lente” retrata a trajetória do cineasta Xavante Divino Tserewahú. Entre memórias, arquivos e vivências na Terra Indígena Sangradouro, o filme revela como o cinema se tornou instrumento de luta, preservação cultural e inspiração para novas gerações a partir da trajetória do cineasta.
Divino revisita arquivos, fotos e registros que atravessam sua história, seus mestres e sua comunidade. Ao reviver esses encontros com o passado, ele também revela as marcas de sua formação, desde o primeiro contato com a câmera, até os dias de hoje. O curta tem duração de 25 minutos e é um documentário inédito em festivais, sendo uma exigência para exibição no “É Tudo Verdade”.
O Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”, criado em 1996 por Amir Labaki, é um evento de mostra competitiva de longas, médias e curtas metragens brasileiros e internacionais, além de mostras não-competitivas.
A edição de 2026 conta com uma lista de 75 filmes de 25 países. O festival consolidou-se nas últimas três décadas como um “Qualifying Festival” pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Os quatro filmes vencedores das mostras competitivas estarão automaticamente classificados para apreciação às disputas do Oscar de documentários, para longas e para curtas-metragens.
O diretor do documentário “Divino: Sua Alma, Sua Lente”, Gilson Costta, destaca que a participação do curta na mostra competitiva do festival é uma grande e importante conquista.
“Marca um amadurecimento e profissionalização da produção audiovisual no médio Araguaia e conquista uma janela de exibição com alcance internacional. É um festival com critérios muito elevados de seleção e, para nós, é uma conquista e um divisor de águas, colocando o filme em um patamar importante no circuito nacional de produção de documentários”, frisa.
As exibições do Festival acontecem em dois Estados, em São Paulo nos dias 13 de abril, às 17h30, no Cinesesc, e 17 de abril às 14h no Instituto Moreira Salles (IMS Paulista). No Rio de Janeiro, o filme será apresentado no dia 14 de abril, às 17h30, no NET Rio 5, e no dia 18 de abril, às 15h30, no NET Rio 4.
As produções premiadas serão conhecidas no dia 18 de abril, às 19h, na Cinemateca Brasileira em São Paulo. Os títulos premiados terão uma sessão especial, sendo reexibidos tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro em 19 de abril. Os documentários vencedores nas categorias longa e curta-metragem, nacionais e internacionais, serão automaticamente classificados para a disputa pelo prêmio do Oscar.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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