As Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher da Região Metropolitana desencadearam amplo trabalho no decorrer da Operação Legado de Maria, realizado entre os dias 20 de fevereiro e 5 de março.
Em Cuiabá foram cumpridos 19 mandados judiciais, entre prisões preventivas e mandados de busca e apreensão, expedidos em desfavor de homens investigados pela prática de crimes no contexto de violência doméstica.
As diligências foram realizadas por equipes da Polícia Civil em diferentes pontos de Cuiabá, com foco no cumprimento das ordens judiciais expedidas pelo Poder Judiciário.
Em Várzea Grande, a unidade efetuou a prisão de sete homens, em decorrência de investigações em curso nas unidades relacionadas a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Em um dos casos, no dia 12 de fevereiro de 2026, compareceu à unidade uma vítima, 35 anos, relatando o descumprimento de medida protetiva de urgência deferida em desfavor de seu cunhado, 25 anos.
Segundo a vítima, no dia anterior, o suspeito teria se dirigido até sua residência, descumprindo a medida protetiva, ocasião em que passou a chamá-la com palmas em frente ao imóvel. Ao sair para verificar quem se encontrava no local, a comunicante identificou o suspeito, momento em que ele passou a proferir ameaças de morte, caso ela não desfizesse o depoimento prestado em processo criminal, no qual o irmão dele responde por torturar os filhos da vítima.
Diante dos elementos apurados, foi representada pela prisão preventiva do investigado, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida na última terça-feira (3.3), no local de trabalho do suspeito, situado no bairro Jardim dos Estados, em Várzea Grande.
A Operação Legado de Maria teve como objetivo responsabilizar agressores, retirar de circulação investigados considerados perigosos e reforçar a proteção às vítimas, especialmente em casos envolvendo descumprimento de medidas protetivas, ameaças e agressões. A operação ocorreu simultaneamente em todas delegacias do Estado, sendo cumpridos 41 ordens judiciais, além de 1.108 inquéritos policiais remetidos ao Poder Judiciário
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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