O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) realizou 123 operações de fiscalização de trânsito na Capital e Várzea Grande ¿no primeiro semestre deste ano. Nas ações, foram abordados 2.256 veículos. A infração mais registrada no período foi a de pessoas conduzindo veículos sem o licenciamento do ano corrente, totalizando 716 flagrantes.
As operações foram realizadas em conjunto com a Polícia Militar, Guarda Municipal de Várzea Grande e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá.
A falta do uso do cinto de segurança por motoristas e passageiros também foi uma infração bastante registrada no período, com 664 flagrantes. O cinto de segurança é um equipamento de retenção obrigatório para todos os ocupantes do veículo.
Além disso, 484 condutores foram autuados por direção com calçados que não se firmam aos pés (como chinelos e sandálias sem alças traseiras que comprometem a utilização dos pedais). Flagrantes de inabilitados na condução de veículos também foram recorrentes nas ações, somando 388 autuações.
Dirigir sem possuir habilitação é uma infração de trânsito gravíssima, com penalidade de multa no valor de R$ 880,41. “Quem dirige sem ser habilitado pode trazer consequências como acidentes, lesões e até morte no trânsito. É uma conduta irresponsável que gera insegurança viária, causando danos a toda sociedade”, destacou a coordenadora de Conformidade Legal do Detran-MT, Kelli Lopes Félix. Nas operações realizadas no semestre também foram flagrados 271 motoristas dirigindo segurando ou utilizando o telefone celular, 82 pessoas conduzindo veículo com a CNH vencida há mais de 30 dias e 57 flagrantes de transporte de crianças em veículo sem observância das normas de segurança estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro.
“O Detran em conjunto com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá trabalham diariamente para conscientizar e coibir condutores infratores que colocam em risco a própria vida e a de terceiros no trânsito. Nossa missão é salvar vidas. Com nossa fiscalização diária agimos de forma educativa e preventiva em prol de um trânsito mais seguro para todos”, concluiu Kelli.
Além das operações diárias em Cuiabá e Várzea Grande a equipe da Coordenadoria de Conformidade Legal do Detran-MT também participa das operações integradas Lei Seca que são comandadas pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com apoio das forças de Segurança do Estado.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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