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Dia Internacional de Luta contra o HIV e a Aids alerta para prevenção e o diagnóstico precoce

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O Dia Internacional de Luta contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), comemorado anualmente neste 1º de dezembro, reforça o alerta para a prevenção e o diagnóstico precoce do HIV e da Aids. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 38,4 milhões de pessoas em todo o mundo estejam vivendo com o vírus ou a doença.

Dados do Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan) apontam que o Estado de Mato Grosso notificou 352 novos casos de Aids em 2020 e 363 novos casos em 2021. De janeiro a outubro de 2022, já foram registrados 205 novos casos da doença.

Já em relação ao diagnóstico por HIV – quando a pessoa apresenta o vírus, mas ainda não desenvolveu a doença Aids –, foram notificados 871 novos casos em 2020 e 967 novos casos em 2021. De janeiro a outubro de 2022, foram registradas 555 novas infecções, sendo a maior frequência entre jovens na faixa etária de 20 a 29 anos de idade.

Em relação aos óbitos por Aids registrados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Estado de Mato Grosso notificou 211 óbitos em 2021. De janeiro a outubro de 2022, já são 126 mortes pela doença.

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A pandemia pela Covid-19 trouxe uma série de dificuldades nas ações de luta contra o HIV e a Aids. Além do desafio na continuidade do tratamento dos pacientes, o isolamento social pode ter contribuído para o diagnóstico tardio da doença. De acordo com a técnica de Vigilância Epidemiológica do HIV e Aids da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Valéria Francischini, os indicadores sugerem o diagnóstico tardio e o abandono do tratamento, que dificultam e agravam o atual cenário epidemiológico.

Considerando informações dos quatro maiores serviços especializados de Mato Grosso, cerca de 831 pessoas deixaram de fazer o tratamento há mais de 100 dias. Esse indicador reflete o elevado número de novos casos de Aids e a continuidade na cadeia de transmissão do vírus, além da possibilidade de resistência à medicação.

“Até o momento, não há cura para o HIV ou para Aids, mas a pessoa diagnosticada pode ter melhor qualidade de vida se obtiver o tratamento adequado e oportuno, que é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sabemos que o preconceito também é uma barreira, mas é preciso conscientizar a população sobre a importância do uso de preservativos, do diagnóstico precoce e do tratamento. São 41 anos dessa epidemia e negligenciar o HIV ou a Aids, definitivamente, não é a solução”, explicou Valéria.

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A gestora ainda enfatiza que o trabalho conjunto entre as unidades de saúde que realizam o pré-natal e o parto é imprescindível, pois a interação entre esses serviços é capaz de zerar o número de crianças infectadas por mães com HIV, situação conhecida como transmissão vertical.

“O Estado vem desenvolvendo diversas estratégias em conjunto com as Secretaria Municipais de Saúde, no sentido de adequar o sistema responsável pela disponibilização de testes rápidos e melhorar a oferta. Existe a perspectiva de cobertura de 100% da testagem rápida nos serviços de Atenção Básica, de forma a facilitar o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno”, concluiu.

É importante destacar que pessoas que seguem o tratamento adequado podem ter carga viral indetectável e deixar de transmitir o vírus pelo sangue, mantendo uma vida com mais qualidade.

Testagem

A testagem rápida para HIV é gratuita, segura e sigilosa. É possível fazer o teste em qualquer Unidade de Saúde da Atenção Básica, nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e Serviços de Assistência Especializada (SAEs).

Fonte: GOV MT

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Seduc capacita gestores para aperfeiçoar coleta de informações do Censo Escolar em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) abriu, nesta terça-feira (23.6), o 2º Encontro Estadual do Censo Escolar de Mato Grosso, reunindo gestores, técnicos municipais, representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e instituições parceiras para alinhar estratégias, aperfeiçoar a coleta de informações e reforçar a importância dos dados na formulação de políticas públicas educacionais. O evento ocorre no Espaço de Eventos da Seplag e segue até quarta-feira (24).

Durante a abertura, o coordenador estadual do Censo Escolar de Mato Grosso, Rodrigo Jacob, destacou que os dados produzidos pelas escolas são fundamentais para orientar decisões e investimentos na educação. “Os dados iluminam caminhos. É por meio deles que direcionamos o trabalho das secretarias municipais, estaduais e das escolas. Este encontro foi preparado com muito cuidado para que todos possam trocar experiências, esclarecer dúvidas e fortalecer ainda mais esse trabalho coletivo”, afirmou.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, ressaltou que a qualidade das informações registradas no Censo Escolar está diretamente ligada à eficiência da gestão pública e ao uso responsável dos recursos destinados à educação. Segundo ela, cada dado fornecido pelas escolas influencia o planejamento de ações voltadas à melhoria do ensino.

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“Quem está na ponta faz toda a diferença. São vocês que garantem a qualidade das informações que chegam ao Estado e ao Governo Federal. Um dado bem preenchido permite políticas públicas mais assertivas, melhora a aplicação dos recursos e fortalece a equidade na educação”, enfatizou a secretária.

Representando o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o auditor público externo Volmar Bucco Júnior destacou que informações confiáveis são indispensáveis tanto para a fiscalização quanto para a construção de soluções que contribuam para a melhoria da educação. “Não existe política pública eficiente sem informação precisa. Além de fiscalizar, o Tribunal tem atuado para induzir boas práticas, promover diagnósticos e colaborar para que os dados sirvam efetivamente à transformação da realidade educacional”, afirmou.

O coordenador do Sistema Informatizado do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Marcos Rogério, lembrou que cada registro realizado pelas escolas representa um estudante e pode impactar diretamente a definição de políticas públicas. “Quando os dados chegam ao sistema, eles se transformam em estatísticas, mas, na escola, cada número representa um aluno. Se um estudante faltar no Censo, nosso trabalho falhou para aquela criança. Cada informação faz diferença”, disse.

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Representando a União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), Simoni Borges reforçou que o preenchimento correto das informações vai muito além do número de matrículas. Segundo ela, detalhes sobre infraestrutura, tecnologia e condições das unidades escolares são essenciais para garantir recursos e elevar a qualidade da gestão educacional.

“O Censo Escolar é a base para definir políticas públicas e investimentos. Precisamos dar a devida importância a todas as informações solicitadas, pois são elas que qualificam os municípios e asseguram melhores condições para atender nossos estudantes”, destacou.

Ao longo dos dois dias de programação, os participantes assistem a palestras, painéis técnicos e estudos de caso sobre análise de dados, educação em tempo integral, educação especial, procedimentos de cadastro e boas práticas no preenchimento do Censo Escolar. A iniciativa busca reduzir inconsistências nas informações, qualificar os registros e fortalecer o uso dos indicadores educacionais no planejamento das redes estadual e municipais de ensino.

Fonte: Governo MT – MT

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