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Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: “Nada sobre nós, sem nós”

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No dia 21 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, uma data que convida à reflexão sobre os desafios enfrentados por milhões de brasileiros que, apesar de suas limitações, nos ensinam diariamente sobre superação e força de vontade. Esse dia é um marco de conscientização para promover o respeito, a igualdade e os direitos de uma parcela significativa da população que, muitas vezes, ainda se depara com barreiras, tanto físicas quanto sociais.

Como idealizadora do programa SER Família Inclusivo e Madrinha Nacional do Jiu-Jitsu Paradesportivo, tenho o privilégio de testemunhar a transformação que o esporte e a inclusão podem trazer à vida de pessoas com deficiência. No Jiu-Jitsu, por exemplo, vemos atletas que, apesar das limitações físicas, demonstram resiliência, força e habilidade que muitos não imaginam. Eles são exemplos vivos de que a deficiência não define o potencial de uma pessoa, mas sim sua determinação e coragem para enfrentar as adversidades.

Recentemente, participei de um dos maiores campeonatos de Jiu-Jitsu internacional, no Rio de Janeiro, onde tive a honra de acompanhar meus afilhados da Associação Mato-grossense de Jiu-Jitsu Paradesportivo, localizada em Barra do Garças, no Abu Dhabi Grand Slam.

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Fiquei maravilhada e impressionada com a atmosfera daquele lugar, onde atletas com deficiência e sem deficiência, de diferentes partes do país e do mundo, dividiram o espaço em total harmonia, uns torcendo pelos outros. Foi incrível, e meu desejo é multiplicar essa oportunidade.

Quantas pessoas, neste momento, estão numa cama porque foram diagnosticadas com alguma deficiência e pararam. Pararam de sonhar, de interagir e não conseguem ver o mundo de outro ângulo.

Hoje, estou aqui para dizer que existem, sim, infinitas possibilidades, e estou pronta para ajudar você a enxergar isso.

Para aqueles que acreditam que a deficiência limita a vida, inúmeros exemplos ao redor do mundo nos mostram que, ao contrário, é apenas um ponto de partida. Cada conquista, seja no esporte, no mercado de trabalho ou na vida pessoal, é a prova de que, com oportunidades e apoio, as pessoas com deficiência podem ir além dos limites impostos pela sociedade. O lema “Nada sobre nós, sem nós” reflete a importância de incluir essas vozes em todos os debates e decisões que afetam suas vidas.

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Ainda há um longo caminho a percorrer para garantir acessibilidade plena, políticas públicas inclusivas e a quebra dos preconceitos que muitas vezes isolam essas pessoas. Mas é através do espaço, da conscientização, da educação e de iniciativas como o SER Família Inclusivo que caminhamos para uma sociedade mais justa e igualitária. A inclusão não é uma opção, é um direito.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é um lembrete de que todos merecem as mesmas oportunidades e de que cada um de nós pode fazer a diferença nessa jornada de transformação. Celebrar essa data é reconhecer a força e a garra de milhões de campeões da vida que, diariamente, rompem barreiras e alcançam vitórias inimagináveis.

Virginia Mendes é economista, primeira-dama de MT, idealizadora do programa SER Família Inclusivo e Madrinha Nacional do Jiu-Jitsu Paradesportivo.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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