Quem passa pela BR-070, no trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, percebe que a paisagem mudou. No canteiro, as máquinas seguem em ritmo acelerado e o asfalto novo ganha cada vez mais espaço. São as obras de duplicação da Rodovia dos Imigrantes, contratadas pelo Governo de Mato Grosso, por meio da concessionária Nova Rota do Oeste.
O Rogério Barbosa, que tem uma pastelaria às margens da Rodovia, acompanha dia a dia o avanço dos trabalhos e afirma que ver a duplicação sair do papel representa uma conquista para toda a comunidade.
“É uma satisfação imensa a gente ver tudo isso acontecendo. É uma obra que a gente está esperando há muitos anos. Essa duplicação vai trazer muitos benefícios, não só para nós, empresários, mas para a vida dos caminhoneiros e dos moradores. Vai valorizar toda essa região e salvar muitas vidas”, afirma o comerciante.
Rogério ainda lembra que, devido ao alto fluxo de caminhões na rodovia, ele próprio evitava passar pelo local e agora a duplicação do trecho vai trazer mais segurança para quem passa por lá.
“Quantas vidas já se perderam nessa rodovia, né? Agora, essa duplicação e a iluminação nova vão trazer mais segurança para todos nós. A gente fica muito feliz quando vê que o nosso dinheiro de imposto está sendo muito bem empregado em obras como essa, em benefício de todos”, pontua.
O representante comercial Rubem Paulo, que mora em Cuiabá e trabalha em Várzea Grande, também ressalta a importância da duplicação para dar mais segurança para quem passa diariamente pelo local.
“É uma rodovia importante, conecta as Regiões Norte e Sul do Estado, por isso tem um fluxo muito alto de caminhões, e diariamente a gente via acidentes aqui na rodovia. Eu já perdi amigos nessa estrada, por isso essa duplicação é muito aguardada por todos nós. E a gente que passa por aqui percebe que as obras realmente estão avançando, principalmente aqui do lado de Cuiabá. Já estamos ansiosos com a entrega desse trecho”, afirma.
Governo de MT está duplicando a ponte sobre o Rio Cuiabá na Rodovia dos Imigrantes | Drone: Reinaldo Sena/Secom-MT
As obras na Rodovia dos Imigrantes contemplam a duplicação de um trecho de 28,1 quilômetros, além da construção de uma nova ponte, cinco viadutos, três retornos e 7 quilômetros de vias marginais, eliminando os conflitos viários e ampliando a segurança de todos que percorrem o trecho.
Do lado de Cuiabá, dos 16 quilômetros de duplicação previstos, 11 km já estão finalizados e 8 quilômetros de pista antiga já foram recuperados. A ponte sobre o Rio Cuiabá também já está na reta final. A superestrutura já foi finalizada e resta a conclusão do encabeçamento e do asfaltamento.
No trecho de Várzea Grande, dos 11,8 quilômetros de duplicação previstos, três quilômetros já foram concluídos.
As obras seguem para a conclusão dos trechos restantes e recuperação da pista já existente, além da construção de vias marginais, viadutos e iluminação.
Juntas, as obras representam o investimento de R$ 581,37 milhões.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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