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DVD que celebra o rasqueado de Fronteira será lançado nesta quinta (20.3)

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O DVD “Fronteira Sinfônica”, que celebra o Rasqueado de Fronteira, será lançado nesta quinta-feira (20.3) a partir das 19h, em Cuiabá. Resultado de concerto realizado pelo músico cacerense Henrique Maluf e a Orquestra CirandaMundo, o DVD conta com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio de emenda parlamentar.

O evento tem entrada gratuita e será realizado no Instituto Ciranda (Casa de Bembem). Para celebrar o projeto, a noite contará com apresentações do próprio Henrique Maluf, dos cantores Pescuma, Guapo, do Trio Los Cancioneiros (música paraguaia) e da dupla Felipe e Zé Ribeiro.

O DVD foi gravado tendo como repertório o álbum “1ª Coletânea de Rasqueado Cacerense”, lançado por Maluf em 2023. O espetáculo, assim como o álbum, reuniu canções de grandes compositores como Guapo, Emerson Dorado, Adãozinho da Harpa, Rocco Martins e o próprio Henrique Maluf, além das participações especiais de Pescuma e Lorena Ly.

A regência do concerto foi realizada pelos maestros Murilo Alves e Reno Ramires, com os arranjos assinados por Joelson Conceição, Andrew Moraes e Jhon Stuart.

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“O objetivo central sempre foi o de evidenciar e celebrar esta cultura da fronteira oeste mato-grossense, que bebe das culturas de países como Bolívia e Paraguai. Toda essa união fez nascer algo único, que é nosso rasqueado cacerense, também chamado de rasqueado de fronteira”, revela Henrique Maluf.

O DVD é uma realização da Associação Mato-grossense de Cultura (AMC) com patrocínio da Secel por meio de emendas parlamentares dos deputados estaduais Faissal Calil e Lúdio Cabral.

Serviço:
O que: lançamento do DVD “Fronteira Sinfônica”
Quando: 20/3 (quinta-feira)
Horário: 19h
Quanto: gratuito
Local: Instituto Ciranda (Casa de Bembem)

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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