A Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), realiza nesta terça-feira (31.10) um evento para discutir a elaboração do 3º Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso.
Os encontros realizados no Hotel Águas Quentes contam com a representação de mais de 30 órgãos estaduais e federais, além da sociedade civil. Também participam convidados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).
Entre as propostas apresentadas está a garantia de moradia e acolhimento para as vítimas de trabalho escravo doméstico ou em situação de vulnerabilidade. O fortalecimento da política de persecução penal e a compreensão e participação da sociedade com denúncias também são discutidos durante o evento.
A vice-presidente da Coetrae-MT, Marcia Ourives, destacou que a Comissão possui destaque nacional e internacional por suas ações, buscando sempre alternativas inovadoras e funcionais para o combate ao trabalho escravo.
“Esse é mais um plano que vai trazer muitas novidades, muitas outras ações de combate, tudo em consonância com diversos atores do Governo Federal, do Poder Executivo Estadual e da sociedade civil. Isso demonstra, mais uma vez, que a Segurança Pública, como o órgão gestor ao qual a Coetrae está vinculada, também trabalha na prevenção e na assistência às vítimas do trabalho escravo em Mato Grosso”, afirma.
Durante os dois dias de programação, são realizadas mesas temáticas, palestras, debates, exposições, grupos de trabalho e apresentações de propostas, além da socialização dos trabalhos e avaliação e orientações finais.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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