MATO GROSSO

Empaer desenvolve tecnologia com drones que reduz necessidade de coleta de solo em comunidades tradicionais

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) desenvolveu uma tecnologia inovadora que promete transformar o manejo do solo na agricultura familiar. Com o uso de drones e mapeamento digital, a nova técnica permite reduzir significativamente a necessidade de coletas físicas de solo, tornando o diagnóstico mais rápido, acessível e sustentável.

O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, destacou a importância do projeto como exemplo de democratização do acesso à tecnologia no campo.

“Essa é uma revolução silenciosa. Levar agricultura de precisão para comunidades tradicionais é uma forma concreta de promover justiça social, inclusão produtiva e sustentabilidade. É a ciência chegando onde mais importa: na base da produção, junto ao agricultor familiar”, afirmou.

“A integração da Secretaria de Agricultura Familiar e a Empaer tem a finalidade de dar ao produtor rural a possibilidade de conduzir, de maneira eficiente, sua produção. Enquanto a Seaf atende a classe com os subsídios necessários para produzir, a Empaer aplica a pesquisa e a tecnologia. Acredito que essa ação de governo coloca Mato Grosso como um dos estados que mais investem na produção de alimentos da agricultura familiar”, salientou Suelme Fernandes.

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A pesquisa, liderada pelo pesquisador da Empaer Wininton Mendes, foi realizada na comunidade quilombola de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT), com apoio financeiro do Programa REM Mato Grosso, que investe em práticas sustentáveis de uso da terra.

Segundo Mendes, a ação contou com um processo eficiente de levantamento e análise de dados para caracterização do solo da região.

“Foi feito um trabalho importante de mapeamento na região, e transferimos a tecnologia desse trabalho de pesquisa, devolvendo para a comunidade o resultado em forma de mapas digitais. Para construir esses mapas, usamos informações do NDVI — os índices de reflectância da vegetação — somadas a dados de relevo e detectividade do terreno obtidos por imagens de alta resolução. Juntamos tudo isso e começamos a filtrar as áreas com manejo de solo diferenciado, distinguindo solos mais arenosos dos mais argilosos. A partir daí, conseguimos reduzir a necessidade de coleta física, identificando áreas mais homogêneas e, com menos amostras, elaboramos mapas de fertilidade e aptidão do solo”, explica.

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O pesquisador lembrou ainda o fator de acesso ao aplicativo onde as informações são processadas.

“Além disso, a tecnologia prevê o uso de um aplicativo offline que permite que extensionistas, técnicos locais e os próprios produtores acompanhem os dados diretamente no campo, com informações geolocalizadas sobre as propriedades”, completou Mendes.

A iniciativa representa um avanço significativo na integração entre tecnologia e agricultura familiar e deve servir como modelo para aplicação em outras comunidades rurais e quilombolas do estado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Para atender alta complexidade, Hospital Central tem médicos de 36 especialidades

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Em julho, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso ampliará seu escopo de sete para 12 especialidades cirúrgicas 100% cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a unidade formou um corpo médico com profissionais especializados em 36 áreas diferentes da saúde. O objetivo dessa junta médica é fazer um atendimento integral ao paciente, já que o hospital recebe casos complexos, críticos ou de difícil diagnóstico.

Unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central atualmente realiza cirurgias pediátricas, ortopédicas pediátricas, ortopédicas oncológicas, urológicas, gerais, do aparelho digestivo e ginecológicas. Até o final de julho, o escopo se amplia para procedimentos vasculares, cardiovasculares, torácicos, de mastologia oncológica e neurocirurgias eletivas.

Coordenador médico do hospital, Thales Chelala explica que, além dos médicos diretamente ligados à cirurgia, a equipe soma profissionais de 36 áreas específicas da saúde. São clínicos gerais, intensivistas, nefrologistas, anestesiologistas, pediatras, geriatras, médicos de cuidados paliativos, hematologistas, otorrinolaringologistas, entre outros especialistas. Essa multidisciplinaridade é uma das principais características de um hospital de alta complexidade.

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“Essa equipe é fundamental para que o paciente possa ter um diagnóstico preciso e rápido e uma qualidade assistencial diferenciada. Essa integralidade nos cuidados é o que distingue uma unidade de alta complexidade”, ponderou Chelala. Além da realização de cirurgias propriamente ditas, o Hospital Central realiza uma série de procedimentos que dão base e apoio ao tratamento. “Precisamos dessa visão completa do paciente para sermos assertivos no atendimento de casos mais complexos”, destacou.

Na medicina diagnóstica, por exemplo, a unidade dispõe de tomografia, ressonância magnética, ecocardiografia e ultrassonografia. “São exames sofisticados feitos por equipamentos com alta tecnologia e que dependem de profissionais qualificados para interpretá-los”, observou o coordenador. Seguindo o planejamento de implantação plena do hospital, estão outras grandes aquisições para o SUS de Mato Grosso, a hemodinâmica, já em funcionamento, e a mamografia, a ser implantada até agosto.

Já na medicina clínica, o apoio de especialistas ocorre durante todo o período da internação, seja nas unidades de terapia intensiva (UTI) ou nas enfermarias. “É uma engrenagem. Acompanhamos o paciente antes, durante e depois da cirurgia, que é a nossa principal atividade. Adotamos esse modelo assistencial porque ele garante que as necessidades, tanto cirúrgicas quanto clínicas, sejam atendidas de uma maneira mais abrangente e eficiente”, afirmou o coordenador.

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Na prática, cada paciente é atendido por uma junta médica multidisciplinar e especializada. “É uma abordagem que faz muita diferença na medicina de alta complexidade, marcada por situações que demandam cirurgias mais sofisticadas, uso de tecnologia para o diagnóstico e casos com alto risco de vida. Aliar tecnologia com esse suporte humano é fundamental para cumprimos o papel do Hospital Central para o usuário do SUS em Mato Grosso”, contextualizou Alessandra Bokor, diretora da unidade.

É importante frisar que o cuidado interdisciplinar oferecido no Hospital Central ainda envolve outros profissionais da saúde essenciais aos planos terapêuticos, como nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros, entre outros.

O Hospital Central de Alta Complexidade atende pacientes de todos os municípios de Mato Grosso 100% pelo SUS. Como o foco é voltado para a alta complexidade, os pacientes são encaminhados à unidade pela Central Estadual de Regulação.

Fonte: Governo MT – MT

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