Começou nesta segunda-feira (1°.9) o 3° Encontro de Coordenadores Municipais, promovido pela Defesa Civil do Estado. O evento segue até sexta-feira (5) e reúne representantes de mais de 40 municípios de Mato Grosso, com objetivo de fortalecer a rede de proteção e as estratégias de gestão de riscos e desastres.
Na abertura do evento, o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel BM César Brum, destacou a importância da integração entre Estado e municípios e reforçou a necessidade de preparar gestores e equipes para enfrentar os novos cenários de risco advindos das mudanças climáticas.
“Nós encontramos na Lei de Proteção e Defesa Civil que a incerteza do risco não é justificativa para nós não agirmos. Então, o objetivo aqui é criar um ambiente para que todos conversem, troquem experiências e que a gente aprenda mais e mais sobre a gestão da Defesa Civil, que é um grande desafio diante das mudanças climáticas que estamos vivendo”, afirmou.
A abertura do encontro contou com palestra sobre governança em Defesa Civil, capacitação para gestores públicos e gestão de riscos e desastres.
No período da tarde, a programação envolveu palestras sobre segurança de barragens, ações do Comitê de Gestão do Fogo, envio de alertas, e gestão e procedimentos de aquisições na Defesa Civil. O secretário de Defesa Civil de Petrópolis (RJ), tenente-coronel BM Guilherme Moraes, também participou do encontro e apresentou o caso das chuvas intensas que atingiram o município nos últimos anos.
Nesta terça-feira (2), os participantes vão aprender sobre os procedimentos de decretação e reconhecimento de emergência, com atividades práticas, gestão de abrigos temporários, e farão uma visita técnica ao Centro de Gestão de Riscos e Desastres da Defesa Civil do Estado. A agenda do dia termina com uma palestra sobre geodados.
A programação segue na quarta-feira (3) com uma visita técnica ao Pantanal e à Sala de Situação em Poconé. Já na quinta-feira (4) os coordenadores municipais conhecem a estrutura do Batalhão de Emergências Ambientais e discutem ações de resposta a riscos e desastres em municípios de Mato Grosso, como Salto do Céu, Rio Branco, Sorriso e Primavera do Leste. Ainda, participam das palestras sobre o Plano de Contingência e boas práticas de proteção e defesa civil.
No último dia, a programação envolve a atividade de mapeamento de áreas de risco nos municípios.
“As atividades do Encontro de Coordenadores foram planejadas para favorecer a troca de experiência e ampliar a capacidade de prevenção e resposta da rede de Defesa Civil em Mato Grosso, possibilitando que os participantes aprendam boas práticas em Proteção e Defesa Civil e apliquem no âmbito local”, ressaltou o secretário adjunto, coronel BM César Brum.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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