Gestores, bibliotecários, técnicos e agentes da leitura de bibliotecas públicas e comunitárias de todo o Estado participam, nesta terça e quarta-feira (17 e 18.3), do encontro do Programa de Capacitação para o Fortalecimento do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Mato Grosso. A atividade marca o encerramento do primeiro módulo da formação, que é oferecida, desde outubro do ano passado, pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) em parceria com o Instituto Saberes.
“Estamos muito felizes por ver esse auditório cheio, com representantes de 113 municípios mato-grossenses em busca de mais informações para melhorar a atuação de suas bibliotecas. Esperamos que todos aproveitem mais essa atividade de formação do Programa de Capacitação, construído por nossa equipe e que está sendo muito bem conduzido pelo Instituto Saberes”, destacou o secretário adjunto de Cultura, Jan Moura.
Com o objetivo de fortalecer a rede de bibliotecas do Estado, promovendo a democratização da leitura, o Programa é uma das ações previstas no edital ‘Formação Técnica de Auxiliar de Bibliotecas – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab)’, promovido pela Secel.
Ao todo, 353 participantes estão matriculados na formação, representando 113 bibliotecas públicas municipais e sete bibliotecas comunitárias. Dos 143 municípios mato-grossenses, 113 aderiram ao Programa.
Em sua primeira etapa, a formação gratuita foi composta por imersões técnicas com treinamentos presenciais em municípios polos e consultorias especializadas com plantões online. Entre os temas abordados estão políticas públicas existentes ou em fase de construção e estratégias para elaboração, implantação e execução do Plano Municipal do Livro e Leitura.
“Está sendo muito importante participar da capacitação, porque quando a gente tem informação a gente vai mais longe. Com o conhecimento, a gente faz acontecer da forma mais estruturada, de uma forma mais criativa e potente”, afirma a representante da biblioteca comunitária Pôr do Sol, de Chapada dos Guimarães, Paula Biu.
Até o fim do primeiro semestre deste ano, as atividades prosseguem para, entre outras finalidades, fomentar e instruir sobre o cadastro na Plataforma do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), que possibilitará a participação de chamadas públicas e demais políticas promovidas pelo Estado e União.
Coordenado pela Secel, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso (SEBP-MT) atua em articulação com o Sistema Nacional para intensificar as ações para ampliar e fortalecer as bibliotecas nos municípios mato-grossenses.
“Que essa capacitação entregue novos instrumentos para a gestão de seus espaços, que são equipamentos culturais de transformação social. Juntos, precisamos reconstruir a importância para a sociedade da leitura e do trabalho desenvolvido na biblioteca”, expressou o coordenador do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso, Carlos Assunção Santos.
Além dos representantes da Secel, a mesa de abertura do encontro contou com a presença do promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, representando o Ministério Público do Estado de Mato Grosso; da vice-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB 1), Valdeíra Aparecida Cardoso; da presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho; do vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, Adnilson da Silva Lara (DJ Taba); e da presidente da Comissão Intergestora Bipartite da Cultura, Luciana de Souza Bauer.
O Encontro de encerramento do primeiro módulo do Programa de Capacitação está sendo realizado na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, e prossegue até esta quarta-feira (18), das 8h às 17h.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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