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Escolas da Rede Estadual promovem atividades comunitárias e esportivas aos sábados

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Em uma iniciativa que visa fortalecer os laços entre a escola e a comunidade, 32 unidades da Rede Estadual de Ensino estão abrindo suas portas, todos os sábados, para receber alunos, pais e moradores. Eles participam do programa Escola da Família, que tem como madrinha a primeira-dama Virginia Mendes e oferece uma ampla variedade de atividades recreativas e esportivas.

Durante todo o dia, as rotinas dessas escolas são marcadas por uma programação diversificada que inclui vôlei, basquete, ping-pong e futsal, permitindo que os jovens se exercitem e se divirtam.

Para quem prefere jogos de mesa, opções como xadrez e dama estão disponíveis. Na piscina da escola, a comunidade pode participar de aulas de hidroginástica ou aproveitar apenas para momentos de recreação.

Além das atividades esportivas, o programa oferece oficinas de judô, tricô, design de unhas e capoeira, possibilitando que cada participante encontre uma forma de diversão que se adeque aos seus interesses.

Para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a proposta é não apenas incentivar a prática de esportes, mas também promover o aprendizado e a convivência entre as gerações.

Segundo o secretário Alan Porto, essa interação não apenas fortalece o vínculo familiar, mas também promove um senso de pertencimento e responsabilidade coletiva, essencial para o desenvolvimento social e emocional das crianças e adolescentes.

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“Com isso, a escola deixa de ser apenas um espaço de ensino formal e se torna um centro de convivência para a comunidade”, ressalta o secretário.

Raiane Monteiro, tia de um estudante do Colégio Estadual Integrado (CEI-01) Victorino Monteiro da Silva, relatou a importância do projeto não apenas para os alunos, mas também para as famílias.

“É muito importante esse projeto porque a nossa região não tinha espaços de convivência como esses que são proporcionados na escola. Esse momento de lazer, ensino e interação com outras crianças é fundamental, além de ser uma forma de se conectar e participar ativamente do aprendizado dos nossos jovens”, afirmou.

Abaixo, confira a lista de escolas participantes do programa:

CEI 01 – Victorino Monteiro da Silva (Cuiabá)
CEI 02 – João Crisóstomo de Figueiredo (Cuiabá)
EE Profª Eliane Digigov Santana (Cuiabá)
EE Diva Hugueney de Siqueira Bastos (Cuiabá)
EE Rafael Rueda (Cuiabá)
EE Leovegildo de Melo (Cuiabá)
CEI 03 – Mário de Castro (Cuiabá)
CEI 04 – Malik Didier Namer Zahafi (Cuiabá)
EE Prof. Marlene Marques de Barros (Várzea Grande)
EE Deputado Milton Figueiredo (Várzea Grande)
EE Jaime Verissimo de Campos Junior – Jaiminho (Várzea Grande)
CEI 05 – Miguel Baracat (Várzea Grande)
EE Prof. Elizabeth Maria Bastos Mineiro (Várzea Grande)
EE Militar Dom Pedro II Vitória Furlani da Riva (Alta Floresta)
EE Cecilia Meireles (Alta Floresta)
EE Neide Enara (Nova Monte Verde)
EE Militar Tiradentes Coronel PM Jorge Luiz de Magalhães (Querência)
EE Teotônio Carlos da Cunha Neto (Confresa)
EE Nilce Maria Magalhães (Diamantino)
EE São José do Rio Claro (São José do Rio Claro)
EE José Aparecido Ribeiro (Nova Mutum)
EE Cândido Portinari (Santa Rita do Trivelato)
EE Militar Dom Pedro II Andre Antonio Maggi (Rondonópolis)
EE Pindorama ( Rondonópolis)
EE Antonio Ferreira Sobrinho (Jaciara)
EE Cleufa Hubner (Sinop)
EE Mário Spinelli (Sorriso)
EE Dom Bosco (Lucas do Rio Verde)
EE Pedro Alberto Tayano (Tangará da Serra)
EE 29 de Novembro (Tangará da Serra)
EE Andre Antonio Maggi (Sapezal)
EE Patriarca da Independência (Distrito de Progresso)

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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