As 96 escolas de tempo integral da rede estadual de ensino deram início ao ano letivo de 2026 com a realização do Acolhimento Inicial, uma prática educativa pensada para receber e integrar os cerca de 18 mil estudantes matriculados neste ano.
Com o retorno das atividades escolares no último dia 2 de fevereiro, a primeira semana de aula foi voltada ao desenvolvimento de ações que envolveram estudantes, famílias, professores, equipes gestoras e demais integrantes da comunidade escolar, com foco no fortalecimento do sentimento de pertencimento e da segurança emocional desde os primeiros dias letivos.
Durante aproximadamente cinco dias, as unidades promovem atividades reflexivas e de convivência, como dinâmicas de grupo, rodas de conversa, exposições e momentos coletivos, incluindo refeições compartilhadas.
A proposta é criar um ambiente de aproximação e confiança, favorecendo a escuta e o cuidado com as emoções que atravessam o retorno às aulas, especialmente para quem está chegando pela primeira vez.
Um dos pontos centrais do acolhimento foi o estímulo ao diálogo entre estudantes veteranos e novos integrantes da escola.
“A troca de experiências contribuiu para reduzir inseguranças comuns do início do ano, fortalecer vínculos e apresentar, na prática, a cultura escolar das unidades de tempo integral, em que o cotidiano vai além das aulas e inclui convivência, participação e construção coletiva”, define o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Segundo ele, as atividades foram planejadas e conduzidas pelos estudantes protagonistas, com acompanhamento da equipe gestora, evidenciando o protagonismo juvenil como elemento estruturante do modelo pedagógico das escolas de tempo integral.
“Nesse processo, os próprios alunos assumem a condução de momentos de integração, acolhendo colegas, mediando conversas e ajudando a criar uma atmosfera mais humana e colaborativa”, acrescenta o secretário.
Além da integração, o Acolhimento Inicial também foi um espaço de orientação. Ao longo da semana, foram compartilhadas informações sobre a rotina escolar, regras de convivência, organização do tempo integral, modelo pedagógico adotado e apresentação de novos profissionais.
O período também permite revisitar desafios enfrentados no ano anterior e alinhar expectativas para 2026, reforçando uma visão de escola como lugar de aprendizagem, mas também de apoio e cuidado.
Alan Porto destaca que, ao final desta semana, o acolhimento irá se consolidar como um convite, no qual estudantes, famílias e profissionais da educação assumam um compromisso coletivo com a construção de uma escola acolhedora, democrática e comprometida com a aprendizagem e com o projeto de vida dos estudantes.
“Para a rede, a ação reforça que acolher não é apenas um gesto de início de ano, mas uma prática contínua, que se concretiza no dia a dia e contribui para um ambiente educacional mais participativo, inclusivo e respeitoso”, concluiu
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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