MATO GROSSO

Espetáculo Bença Vó apresenta trajetória de Dona Domingas, fundadora do Flor Ribeirinha

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A mestra da cultura popular, Domingas Leonor da Silva, mais conhecida como “Dona Domingas”, é a protagonista do espetáculo “Bença Vó”, que ocorre na comunidade ribeirinha do São Gonçalo, em Cuiabá, nesta terça-feira (23.09) e quarta-feira (24.09), a partir das 20h30.

Com apresentações do grupo Flor Ribeirinha e convidados, a trajetória de Dona Domingas é celebrada no projeto, que conta com o patrocínio, via emenda parlamentar, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

O público, que já garantiu o seu ingresso gratuito, vai conferir cenas que evocam raízes indígenas, a força das mulheres ribeirinhas, bem como os saberes ancestrais do legado da benzedeira, ceramista, dançarina e cantora de siriri.

A jornada de fé e tradição às margens do Rio Cuiabá, as influências da cerâmica, da gastronomia e das vivências serão apresentadas em momentos que contam o percurso de Dona Domingas, desde seus antepassados até chegar à atualidade, com a formação da Associação Cultural Quintal da Domingas e do premiado Grupo Flor Ribeirinha.

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Participam das apresentações o Coro Experimental MT, a cantora Estela Ceregatti, Ópera Ballet e o grupo Semente Ribeirinha. Com 1h30 de duração, o espetáculo tem direção geral de Avinner Silva, neto de Domingas.

A direção musical é de Jefferson Neves, e a direção coreográfica, de Mariana Laura, Daniele Morais e Michel Brito. Os figurinos são de Rammer Conde e Edilaine Domingas, filha de anfitriã. O roteiro é de Aline Veloso, e a identidade visual é do artista Adriano Figueiredo.

“Queremos que o público sinta a alma ribeirinha pulsar em cada cena e que saia com um profundo respeito por essa herança”, destaca Avinner Silva.

Dona Domingas

Domingas Leonor da Silva, ribeirinha nascida no São Gonçalo Beira Rio, é doutora Honóris Causa pela Universidade Federal de Mato Grosso, vencedora do Prêmio Nacional Mestre da Cultura Popular em 2018 e fundadora do Grupo Flor Ribeirinha, que tem 31 anos de existência.

Serviço | Espetáculo Bença Vó
Quando: terça e quarta-feira (23 e 24.09)
Ingressos: gratuitos (esgotados)

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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