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Espetáculo de dança sobre luto ocorre neste final de semana no Cine Teatro Cuiabá

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O espetáculo de dança contemporâneo “Luto” ocorre neste sábado (30.8) e domingo (31.8), a partir das 19h30, no Cine Teatro Cuiabá. A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Inspirado no poema homônimo de Rumi e em textos da tradição sufi, “Luto” atravessa o tempo e o corpo como paisagens vivas de memória. A obra coreográfica evoca um rito ancestral onde o luto e a luta se entrelaçam em gestos que desenterram silêncio, beleza e resistência.

Em cena, dois corpos femininos, às vezes harmônicas e outras catatônicas, habitam um espaço-tempo que se abre como uma caverna que pulsa e respira, com o horizonte visto de dentro para fora.

A obra dialoga com o território e a história de vida das intérpretes-criadoras, atravessadas pela cosmovisão boe-bororo e também pela luta constante pela permanência da dança em um lugar sem espaços estruturados para ensaio ou apresentação.

Nesse cenário, o palco se abre como arena de resistência, onde ausência e presença, finitude e reinvenção se transformam em dança.

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O espetáculo é a consolidação de uma investigação que se iniciou em 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando as artistas vivenciavam perdas pessoais e coletivas diante das milhares de mortes que marcaram o Brasil.

A entrada é gratuita, e os interessados devem retirar os ingressos pela plataforma Sympla.

Serviço: “Luto” – Espetáculo de dança
Local: Cine Teatro – Sala Anderson Flores
Data: sábado (30 de agosto) – acessível em libras
Domingo (31 de agosto) –acessível com audiodescrição sussurrada
Entrada gratuita – retire seu ingresso pelo Sympla – clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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