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Estudantes da Rede Estadual de Ensino irão receber Carteira Nacional de Identificação

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Todos os 348 mil estudantes matriculados na Rede Estadual de Ensino receberão gratuitamente a Carteira Nacional de Identificação (CIN). A ação faz parte de uma parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os primeiros a receberem os documentos serão os estudantes da Escola Estadual André Avelino Ribeiro. A unidade, que fica no Bairro CPA I, em Cuiabá, e tem 1.274 estudantes matriculados, foi selecionada para iniciar essa ação conjunta.

A secretária-adjunta de Gestão Regional da Seduc, Alcimaria Ataides Costa, observa que o cadastramento do CIN vai favorecer a identificação do estudante pela rede estadual sem apresentar duplicidade de informações. “Consequentemente, faremos mais uma atualização no nosso banco de dados”. Ela salienta que, a partir da experiência com o projeto-piloto na Escola Estadual André Avelino, os trabalhos serão ampliados gradativamente às demais unidades da rede estadual.

A expectativa, segundo Alcimaria, é que a fase experimental na escola-piloto transcorra até agosto deste ano. “Após esse período, as demais 667 escolas estaduais também serão incluídas no processo. Nossa meta é que, até dezembro deste ano, todos os estudantes tenham recebido a Carteira Nacional de Identificação”.

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Ana Karolina Alves Pereira da Silva é aluna do 3º ano do Ensino Médio e será uma das beneficiadas. Para a estudante, ter um documento deste em mãos reforça a sensação de pertencimento. Ela afirma que sua expectativa é grande para receber o quanto antes o documento. “Estou feliz com essa oportunidade que a educação nos oferece”.

Breno Henrique de Siqueira Martins, que estuda na mesma turma, avalia que o documento irá oferecer várias oportunidades e, inclusive, não vai mais precisar carregar todos os documentos na mochila. “Na Carteira Nacional de Identificação vai constar, por exemplo, dados da minha RG, tipo sanguíneo, além de outras informações importantes para a nossa segurança. Teria até o número da CNH, caso eu já fosse habilitado”.

Quem também comemora essa novidade é a diretora da unidade escolar, Telma Bezerra Cavalcanti. Ela disse que o documento irá beneficiar, principalmente, aqueles estudantes que não teriam condições financeiras para requisitá-lo. “O documento não terá custo e nenhuma burocracia para fazê-lo. Isso contribui para que os estudantes despertem a consciência cidadã”, avaliou.

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Critério

O único critério exigido para que os estudantes recebam o documento de identificação é que eles tenham em mãos a certidão de nascimento original e o Cadastro de Pessoa Física, o CPF. No caso de estudante menor, será preciso preencher um formulário destinado a requerentes com idade abaixo dos 16 anos.

Fonte: Governo MT – MT

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Comissão de Combate ao Trabalho Escravo promove seminário em Porto Alegre do Norte

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).

A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.

“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.

A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.

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No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.

Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.

“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.

A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.

“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.

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As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.

Fonte: Governo MT – MT

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