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Estudantes da rede estadual podem se inscrever gratuitamente para seleção do Fies 2025/2º semestre

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Os estudantes da rede estadual interessados em fazer curso superior já podem se inscrever para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira (14.7), a inscrição referente ao segundo semestre de 2025. Os interessados têm até 18 de julho para se candidatar a uma das vagas ofertadas por instituições privadas de ensino superior. As inscrições podem ser feitas AQUI gratuitamente.

O programa é voltado a estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com nota aritmética nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e que não tenham zerado a prova de redação. Para concorrer, é necessário ter renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Nesta edição, estão sendo oferecidas 74.500 vagas em todo o país, em 18.419 cursos/turnos de 1.215 instituições participantes. Mato Grosso está com 1.546 vagas. Os três estados com maior número de vagas são: São Paulo (11.397); seguido por Bahia (8.050); e Minas Gerais (7.970).

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Para fazer a consulta, basta acessar a página do Fies, clicar no botão “Consultar oferta de vagas” e indicar os parâmetros para pesquisa, como: estado, município, curso, instituição de ensino e conceito do curso.

De acordo com o secretário de Estado de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, a Seduc incentiva os estudantes a buscarem todas as alternativas de acesso à universidade. “Aquele que não conseguiu entrar em instituição federal, gratuita, por algum motivo, também merece estudar. Por isso, existe a possibilidade do Fies. O Fies é uma opção para transformar projetos de vida em realidade por meio da educação”, complementou.

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em situação de ativos. No caso de pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social, a contratação do financiamento é integral, cobrindo até 100% dos encargos educacionais.

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O Fundo de Financiamento Estudantil¿é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas¿que¿aderirem¿ao programa¿e¿possuam¿avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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