Mais de 150 atletas com deficiência disputam, neste sábado (23.5), a etapa do Meeting Paralímpico em Mato Grosso, que é realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Abrangendo provas de atletismo e natação, o evento serve como seletiva para competições nacionais e como referência para rankings brasileiros.
“A minha meta é passar a minha marca, arremessar entre os 10, 10,5 metros, para mim seria incrível”, planeja a atual líder do ranking nacional adulto na prova de Arremesso de Peso, Isis Paes.
A atleta de 31 anos busca suas melhores marcas a partir das 8h, no Centro Olímpico de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, local das provas de atletismo. Já as provas de natação serão realizadas na piscina do Complexo Aquático Arena Pantanal, no mesmo horário.
Isis, que é bolsista do programa OlimpusMT do Governo de Mato Grosso, compete na classe F 12 (deficiente visual), representando a Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC). Para ela, o auxílio financeiro do Bolsa Atleta tem impacto direto em seu rendimento esportivo.
“Essa bolsa do projeto Olimpus que o Governo nos presenteia ajuda muito nas nossas marcas. É um auxílio importante em nossa preparação, para compra de tênis, sapatilha, alimentação e suplementações. Fora o reconhecimento que o Estado está dando pra gente, já é uma vitória”, reconhece Isis.
Ao todo, 154 atletas com deficiências física, intelectual e visual participam do Meeting Paralímpico, em Cuiabá. Destes, 133 são do atletismo, e 21 da natação. Mais 60 pessoas integram as delegações, entre os quais técnicos e estafe.
Com disputas envolvendo tanto o alto rendimento como atletas em desenvolvimento, divididos por faixa etária – a partir da categoria sub-11, o evento esportivo tem formato unificado, seguindo as regras das federações internacionais que organizam cada modalidade esportiva em nível mundial.
As marcas obtidas em todas as categorias são válidas para os respectivos rankings brasileiros, e utilizados como critério de classificação para etapas nacionais de competições organizadas pelo CPB, como as Paralimpíadas Escolares, Paralimpíadas Universitárias e os Circuitos Brasileiros.
Organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Meeting Paralímpico busca descentralizar e fomentar o paradesporto em todo o território nacional. A temporada de 2026 teve início no dia 11 de abril, com as etapas de Belém (PA) e Rio Branco (AC). A seguir, o evento passou por São Luís (MA), Teresina (PI), Porto Velho (RO), Fortaleza (CE) e Boa Vista (RR).
Neste sábado (23), as etapas ocorrem em Cuiabá (MT), Manaus (AM) e Natal (RN). Até agosto, o Meeting vai percorrer todas as demais Unidades Federativas brasileiras, com a última etapa prevista para 6 a 8 de agosto em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico.
Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o evento devem enviar um e-mail para [email protected] com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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