O público tem até esta quarta-feira (10.9) para conhecer a exposição “Mundos Sobrepostos entre o Real e o Imaginário”, que está em cartaz na Galeria Lava Pés, em Cuiabá. A mostra de muralismo total, criada nos traços fluídos e cores vibrantes do artista Luis Badaró, estará aberta para visitação até as 18h. A celebração de despedida oficial ocorrerá a partir das 19h.
A exposição foi aberta em abril deste ano e, durante quatro meses, transformou o equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) em uma obra de arte viva. Com todas as paredes pintadas em camadas de dimensões sobrepostas de criaturas e elementos surreais, cada canto da galeria fez parte de um grande mosaico interligado.
Numa narrativa interligada, o visitante pode explorar diferentes perspectivas e interpretações no espaço que conta uma história contínua, onde cada parede dialoga com as demais. Com obras vibrantes, formas fluídas e atmosfera cósmica, a exposição cria uma imersão em camadas subjetivas e visuais que estimulam o olhar e os sentidos.
Conforme o livro de registro de visitação da Galeria Lava Pés, cerca de 2 mil pessoas visitaram a exposição no período em que ficou em cartaz. Além disso, a realização de visitas guiadas de 15 escolas, com finalidade pedagógica e formativa, trouxe ao espaço cerca de 1 mil alunos.
Destaca-se a visita da Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC), que levou pessoas com deficiência visual para conhecerem, por meio tátil, a exposição. A visitação ocorreu nesta quarta-feira (10.9).
De acordo com a curadora da exposição, Jaqueline Pessôa, a mostra cumpriu seu objetivo de construir uma experiência que fosse além da contemplação estética, para se tornar um espaço vivo de criatividade, inovação e inclusão.
“A exposição Mundos Sobrepostos refletiu o compromisso com uma cultura criativa plural e inclusiva, conectando diferentes públicos e territórios. Hoje encerramos a mostra presencial, mas parte dela seguirá eternizada no ambiente virtual, com audiodescrição, garantindo que a experiência continue acessível a todos”, destaca.
Sobre o artista e a curadoria
Luis Badaró é arquiteto e artista visual natural de Rondonópolis (MT). Sua produção transita entre o desenho, a pintura, o muralismo e a criação de mundos imaginários, povoados por criaturas híbridas, tramas oníricas e símbolos de uma mitologia própria. Com forte influência da arte urbana, da temática cósmica e das questões existencialistas, suas obras nos conduzem a dimensões que desafiam a lógica e expandem os sentidos.
A curadoria da exposição é de Jaqueline Pessôa, referência na cena artística contemporânea, que desenvolve projetos que entrelaçam arte, educação e acessibilidade, promovendo ações formativas com impacto cultural e social.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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