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Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis terá espetáculos na cidade e em aldeias indígenas

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Começa nesta quarta-feira (08.05), às 19h, o 16º Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis (Femute). O evento, que é realizado com recursos do Governo de Mato Grosso, segue até 12 de maio e levará espetáculos de artes cênicas para a população e comunidades indígenas da região. A expectativa da organização é que aproximadamente 1800 pessoas participem do festival nos cinco dias de programação.

O festival é um dos projetos selecionados no Edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e volta neste ano trazendo espetáculos nacionais, regionais e locais. A última edição foi realizada em novembro de 2016. “O Femute é um dos mais importantes festivais de artes cênicas de Mato Grosso, e contribuir para a sua retomada é gratificante, pois é um indicador de que estamos conseguindo levar cultura e lazer para a população do interior do Estado, além de fomentar e valorizar o trabalho de grupos e artistas da região”, destaca a secretária adjunta de Cultura, Keiko Okamura.

Com circulação por diferentes pontos do município, o festival ocorrerá no espaço cultural Casa do Bosque, Mercado Público Municipal Mauro Walter Berft e aldeias indígenas Quatro Cachoeiras e Wazare. A abertura terá espetáculos dos grupos de Campo Novo do Parecis e de Primavera do Leste.

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A partir de quinta-feira (09), a programação contará com espetáculos de grupos dos estados de São Paulo e Paraná, além de outros municípios mato-grossenses como Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres e Rondonópolis. As apresentações nas aldeias ocorrem no sábado (11) e domingo (12), às 15h. Na comunidade indígena Quatro Cachoeiras haverá encenação de Pescando Lendas, do Grupo BellaCia, de Santos (SP). Também terá o espetáculo Otovinu!, do Palhaço Fusquinha, de Sorocaba (SP), no território Wazare.

“O Femute sempre teve uma importância estratégica para as artes cênicas aqui na região noroeste, movimentando grupos locais de vários municípios. Com o apoio da Secel, ampliamos o festival para o âmbito nacional, recebendo grupos de outras regiões do país, e conseguimos levar espetáculos para as comunidades indígenas. Com isso, passamos a fazer parte do circuito de grandes festivais de teatro do Estado”, comemora Júlia Kaendra Ferreira, diretora presidenta do Teatro Ogan, que realiza o Festival.

Os espetáculos foram selecionados em edital do Femute, que formalizou o pagamento dos artistas. Ao todo, serão 20 apresentações, com participação na Mostra Oficial, contemplando peças nacionais, estaduais e locais, para públicos de todas as idades.

Entre os grupos e artistas de outros Estados estão Grupo BellaCia (SP), Cia de Teatro Kaos (PR), Uma de Nós Ateliê Teatral (SP), Palhaço Fusquinha (SP). De Mato Grosso, a programação da Mostra Oficial e Espetáculos Convidados contam com participação de grupos dos municípios de Cuiabá (Tibanaré, Penumbra), Primavera do Leste (Faces Jovem) e de Campo Novo do Parecis (Teatro Ogan, Grupo Cena7, Grupo Oguinho, Grupo Persona I, Bosque do Bardo e Cia Revelação Teen).

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O festival contempla, ainda, espetáculos da mostra de cenas curtas, com duração de 10 a 20 minutos, na qual participam os grupos En-Gira (Cuiabá), Du Cafundó Circo (Rondonópolis), Associação Ciranda (Barra do Garças), Plenilúnio (Cáceres) e artista Iram de Almeida (Cáceres).

O Femute é realizado pelo Teatro Ogan, fundado em 1995, e sendo um dos mais antigos grupos em atuação ininterrupta no Estado. A atuação do grupo é por meio do Ponto de Cultura Ninho do Sol, que mantém projetos de artes, educação e cidadania, voltados especialmente a crianças e adolescentes.

Serviço:
16º Femute – Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis
Período: 08 a 12 de maio
Programação completa no Instagram do @teatroogan

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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