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FORMATURA: Alunos(as) do SoleTRE realizam sonho de aprender a ler e escrever

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O certificado tem a função de comprovar a participação de determinada pessoa em um curso. Mas, para as 30 pessoas que concluíram o programa de alfabetização solidária do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ele representa a realização de um sonho. A emoção ficou evidente na solenidade de formatura da 4ª edição do SoleTRE, realizada nesta quinta-feira (29.06).

Quando entrou no programa, Natalina Ribeiro dos Santos, de 52 anos de idade, sabia apenas ler. “Agora eu já estou escrevendo e estou lendo melhor também. Para mim, é uma grande satisfação e uma grande alegria. Foi a minha vizinha que me falou do programa e eu só tenho a agradecer”. Dona Natalina comemorou duas vezes, porque se formou junto com a filha, Débora Ribeiro Sebastiana da Cruz, de  anos. “Foi um sonho realizado, fiquei muito emocionada, estou aqui hoje porque uma senhora de 65 anos que está na faculdade me incentivou dizendo que nunca é tarde, e é verdade”.

Pela primeira vez frequentando uma sala de aula, dona Rosângela de Figueiredo, também recebeu o certificado, aos 55 anos de idade. “Estou muito feliz, já conheço as letras, minhas professoras foram muito legais, atenciosas, têm paciência com a gente, porque não é fácil. Já sei escrever meu nome e minha neta também ajuda bastante”. Ela também ressaltou a importância de conseguir substituir a impressão digital pela assinatura escrita em documentos oficiais. “Antes, todo lugar que eu ia, tinha que colocar o dedo, agora não, agora vou poder escrever meu nome quando for votar”.

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A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, reconheceu o mérito da gestão 2019/2021, que instituiu o SoleTRE, e de todos(as) os(as) servidores(as) e voluntários(as) do programa, que é realizado por meio da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE). “Não só eles(as) se emocionam, mas nós também em vermos essas pessoas já com uma certa idade e tanta dificuldade na vida agora poderem ler e assinar o próprio nome. É muito importante, me sino muito emocionada e feliz em participar de um projeto desta natureza, com certeza nós iremos continuar, porque sabemos o quanto é importante a alfabetização”.

O juiz auxiliar da CRE, Antônio Veloso Peleja Júnior, representou a corregedora, desembargadora Serly Marcondes Alves, transmitindo seus agradecimentos a todos(as) e saudações aos(às) formandos(as). “O SoleTRE é um programa extremamente gratificante, estas pessoas fazem parte efetivamente da cidadania, cumprindo um preceito democrático de igualdade. Agora, eles(as) vão poder ter acesso a novas janelas, oportunidades, saber propostas de candidatos(as) e em quem estão de fato votando. É um trabalho que cumpre diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas vai muito além, porque ele planifica e dá oportunidade a pessoas de aprendizado pela primeira vez”.

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Trabalho voluntário

A solenidade teve apresentação do Coral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que entoou as canções “Jesus Cristo”, “Tiro ao Álvaro” e “Ai que saudade docê”, sob a regência do Maestro Senhor Carlos Taubaté. A entrega dos certificados foi feita tanto aos(às) formandos(as) quanto a professores(as) e voluntários(as).

A servidora aposentada da Justiça Federal, Maria Luiza Sorano Mazzo Miorim, é professora voluntária no programa desde a primeira edição, em 2019. “Para mim, é muito gratificante, porque consigo ver a evolução deles(as). Nos primeiros semestres, eles já conseguem ler palavras com sílabas simples e depois ensinamos palavras com sílabas complexas, e eles(as) ficam emocionados(as) e apaixonados(as) pelo aprendizado”.

Além da presença de juízes-membros do TRE-MT e de familiares dos(as) formandos(as), participaram da solenidade o consultor do Prêmio Innovare do CNJ, Willian Coleta; a diretora da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos; o procurador regional eleitoral, Erich Raphael Masson; a ex-corregedora regional eleitoral, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.

Jornalista Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparecem os(as) alunos(as) do Programa SoleTRE, na tribuna do Plenário do TRE-MT, e uma professora. Eles(as) estão de pé, alguns com papéis nas mãos, declamando a letra de uma música.

Fonte: TRE – MT

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Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

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“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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