Representantes do setor cultural de 100 municípios do Estado, incluindo gestores e gestoras de prefeituras mato-grossenses, participaram nesta quarta-feira (07.06) de mais uma capacitação sobre a Lei Paulo Gustavo (LPG), no Cine Teatro Cuiabá, com foco em orientações sobre como garantir o recebimento dos recursos. Ao todo, a Lei assegura R$ 66,47 milhões para Mato Grosso, sendo R$ 34,96 milhões para o Estado e R$ 31,51 milhões aos municípios.
A capacitação ocorreu durante o 2º Encontro de Gestores Municipais de Cultura, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e o Ministério da Cultura (MinC). O coordenador de Orientação e Capacitação da Diretoria de Assistência Técnica do MinC, Binho Riani Perinotto, veio a Cuiabá para ministrar a oficina técnica.
“Temos muito a comemorar, a Cultura conquistou grandes avanços e estamos fortalecidos com as legislações de fomento ao setor. Mas é preciso estar atento aos prazos e enviar o Plano de Ação, pois ele é o instrumento que efetiva o repasse aos estados e municípios. Sem ele, a Lei não existe na prática”, explicou o gestor durante o evento.
Durante o encontro, o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves, destacou o contexto atual de valor conquistado pela Cultura, e todo esforço da Secel para promover e descentralizar as políticas públicas. “Sonhamos com o cenário que estamos vivendo agora. Temos o MinC de volta, temos orçamento, temos investimentos do Estado, temos representantes nos órgãos legislativos. E todo esse cenário vem com muita vontade de trabalhar para que as ações da Secel alcancem mais e mais pessoas”, destacou.
Com uma meta de alcance de 120 dos 141 municípios mato-grossenses, o esforço da Secel neste momento é orientar e explicar para a classe cultural sobre os requisitos da Lei e como usar a plataforma de solicitação e transferência dos recursos, o TransfereGov. “A gente precisa de fato fazer com que nossos trabalhadores da cultura tenham acesso aos recursos, e não mediremos esforços para que todos os municípios sejam incluídos”, ressaltou o secretário adjunto de Cultura, Jan Moura.
Lei Paulo Gustavo
A Lei Paulo Gustavo prevê R$ 3,8 bilhões de investimentos em todo país, e é considerada o maior valor da história destinado ao setor cultural. Estados e municípios têm até 11 de julho para submeter os Planos de Ação na plataforma TransfereGov, e os valores serão liberados após aprovação de cada proposta. Entre as ações, devem constar editais, chamamentos públicos, prêmios e outras.
Durante a oficina, foram apresentadas informações gerais sobre a Lei Paulo Gustavo, como o recurso pode ser utilizado e como ter acesso aos valores. Também houve explicação sobre como usar o TransfereGov, como será a execução dos recursos e a prestação de contas, bem espaço para tirar dúvidas.
Na ocasião, Binho Perinotto destacou a importância de que todos busquem informações sobre a legislação e utilizem os canais de comunicação disponíveis, tanto do Governo Federal quanto do Estado.
Para ajudar os gestores e gestoras a acessar os recursos, o MinC disponibiliza no site gov.br/leipaulogustavo guias e cartilhas com orientações sobre a Lei, perguntas frequentes e canais de atendimento.
Desde a regulamentação da Lei, a Secel tem realizado ações para garantir a participação da sociedade civil na elaboração das políticas públicas, assim como oferece suporte técnico para os municípios. Já foram realizadas escutas e consulta pública, e a Secretaria também disponibiliza um email para sugestões e dúvidas: [email protected].
Também participaram da abertura do encontro o deputado estadual Beto Dois a Um, a vereadora Edna Sampaio e representantes do Conselho Estadual de Cultura e da Comissão de Intergestores Bipartite. Além disso, servidores e gestores de órgãos estaduais de Fazenda e Controladoria Geral e representantes de entidades como a Associação Mato-grossense de Municípios e a Central Única da Favela.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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