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GGI define apoio das forças de segurança em locais de votação indígenas

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O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) já definiu locais de votação indígenas e predominantemente indígenas que precisarão da atuação das forças de segurança no dia das Eleições Municipais de 2024. Para garantia da lei e da ordem, 46 locais devem ser atendidos pelo Exército Brasileiro, cinco pelo Marinha e sete pela Polícia Federal. Já para apoio logístico, um local de votação deve contar com apoio do Exército e dois com apoio da Marinha.

As definições fazem parte do planejamento do GGI, que foi apresentado na terceira reunião do grupo, nesta quarta-feira (24.07). Outro ponto destacado é que dos 1.502 locais de votação no estado, 1.444 são locais remanescentes não atendidos pelas forças de segurança federais. Além disso, foram identificados 35 pontos críticos, localizados em 15 Zonas Eleitorais de Mato Grosso. A atuação das forças de segurança nestes locais está em fase de definição pelo GGI.

Após coleta de dados junto às Coordenadorias Regionais e Zonas Eleitorais, o Gabinete identificou a necessidade de ratificar, retificar e/ou complementar as informações relacionadas às representações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de caciques das regiões de cada local de votação indígena. Este trabalho está sendo feito pelo GGI, em parceria com os Cartórios Eleitorais e a Funai.

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O coordenador do GGI, juiz Aristeu Dias Batista Vilella, ressaltou que o planejamento conta com a contribuição de todas as forças de segurança estaduais e federais, além de instituições e órgãos parceiros, como a Funai, por exemplo. “É uma soma de esforços baseada em análises técnicas e demandas apresentadas tanto pelos Cartórios Eleitorais quanto por representantes dos povos indígenas. Com isso, conseguimos avançar no plano de segurança e garantir a atuação integrada com foco na garantia de eleições tranquilas e plenas”.

O representante da Funai, Benedito Leocádio de Campos Filho, se colocou à disposição para repassar as informações necessárias. “Estamos dispostos a colaborar e temos atendido da melhor forma possível. Esse diálogo é importante para ajustarmos todas as necessidades até o dia da eleição”, ressaltou.

De acordo com a representante da Polícia Federal (PF), Iana Carla Silva Alves, o ajuste do planejamento, conforme as necessidades apresentadas na reunião, é fundamental para garantir o sucesso da operação. “Nós já tínhamos um esboço do plano de atuação, mas agir de acordo com a demanda dos pontos críticos levantados é muito importante para atender da forma mais estratégica possível”.

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Também presente na reunião, o secretário adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), coronel PM Claudio Fernando Carneiro Tinoco, colocou a equipe à disposição. “Nossa sala de situação também está disponível, para desenvolvermos o trabalho da melhor maneira possível, assim como as demais ferramentas da Sesp-MT. Sugiro a assinatura de um termo de cooperação para formalizar o compartilhamento de dados captados pelas câmeras do Vigia Mais MT, com o qual já nos comprometemos junto ao TRE-MT”, destacou.

Além da Sesp-MT, PF e Funai, participaram representantes do Exército Brasileiro, da Marinha, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) e Guarda Municipal de Várzea Grande. De forma virtual, estiveram presentes, ainda, representantes da Funai das regionais Xavante, Norte, Noroeste, Ribeirão Cascalheira, Ji-Paraná (RO) e Araguaia Tocantins (TO).

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparecem alguns e algumas participantes da reunião, sentados em volta de uma mesa com alguns microfones sobre ela. Ao fundo, aparecem partes de uma parede branca e de uma parede azul, sendo que nesta está gravada a marca do TRE-MT em um letreiro prata.

Fonte: TRE – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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