MATO GROSSO

GGI define projetos e nova coordenação da Câmara Temática de Defesa da Mulher para 2026

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O Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), promoveu nesta quarta-feira (11.2) a primeira reunião de 2026 da Câmara Temática de Defesa da Mulher. No encontro, foram estabelecidas diretrizes e projetos para padronizar e ampliar o atendimento às vítimas de violência doméstica pelas forças de segurança ao longo do ano.

Durante o encontro, também foi oficializada a mudança na coordenação da Câmara, que passa a ser conduzida pela tenente-coronel Ludmila Eickhoff.

A delegada Mariell Antonini, ex-coordenadora da Câmara Temática, fez um balanço das ações desenvolvidas em 2025 e destacou o avanço na construção de políticas públicas integradas para o enfrentamento à violência contra a mulher.

“O ano de 2025 foi marcado por muito trabalho na Câmara Temática, com foco no desenvolvimento de um plano de metas para o enfrentamento à violência contra a mulher. Conseguimos integrar ações com diversas secretarias do Estado e com diferentes poderes, fortalecendo políticas públicas que envolvem Segurança Pública, Saúde, Educação, Comunicação Social, Justiça, além do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, OAB e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher”, afirmou.

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Mariell Antonini também explicou que deixa a coordenação para assumir o Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que ficará vinculado à Casa Civil do Governo do Estado, e destacou a escolha da nova coordenação da Câmara.

“A coordenação da Câmara passa a ser exercida pela tenente-coronel Ludmila, indicada pelo secretário Roveri. Ela coordena a Patrulha Maria da Penha há dois anos, com um trabalho consistente de capacitação dos policiais militares e aprimoramento dos protocolos de atuação. Agora, amplia esse olhar para a atuação conjunta com outras instituições”, completou.

Ao assumir a coordenação da Câmara Temática, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff ressaltou a importância do diálogo interinstitucional para fortalecer o acolhimento e a proteção das mulheres vítimas de violência.

“Quando nos reunimos com todos os entes que integram a Câmara e conhecemos o trabalho das outras instituições, a articulação se torna muito mais eficiente. Isso nos permite identificar gargalos, compreender dificuldades e oferecer um amparo mais eficaz às mulheres, com um acolhimento verdadeiramente qualificado”, destacou.

Além da nova coordenação, a reunião contou com a participação de representantes das forças de segurança pública de Mato Grosso e de outras secretarias do estado, bem como de membros do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública, que integram a Câmara Temática de Defesa da Mulher.

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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