MATO GROSSO

Governador afirma que déficit de armazenagem e seguro agrícola são principais desafios para o agro em MT

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O governador Mauro Mendes alertou sobre os desafios do agronegócio brasileiro durante sua participação no painel “Agricultura e Meio Ambiente”, no Lide Brazil Conference, em Londres, nesta terça-feira (29.10).

Mauro Mendes reconheceu que Mato Grosso, apesar de ser um gigante no agronegócio, ainda tem gargalos para poder alcançar todo seu potencial.

“Mato Grosso lidera o agronegócio brasileiro, com o maior PIB agrícola e o maior valor bruto da produção. Nos últimos anos, investimos fortemente em infraestrutura, mas ainda enfrentamos desafios como a falta de armazéns para grãos e a ausência de um seguro agrícola robusto. Precisamos de um esforço conjunto para superar esses obstáculos”, afirmou.

O governador ressaltou a importância do agronegócio para a economia brasileira, e chamou a atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

“Se tivermos um problema mais sério no clima do nosso país, e isso afetar de maneira mais substancial o agronegócio brasileiro, pode trazer graves consequências à economia do país. Todos conhecemos a importância que ele tem no saldo da balança comercial, nas importações, nas exportações do nosso país, e isso poderia ser traumático para a estabilidade da nossa moeda e da própria economia brasileira”, apontou.

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Mauro Mendes também enfatizou os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura rodoviária, citando a BR-163 como um exemplo de sucesso.

“Hoje temos a maior obra de infraestrutura do país, a duplicação da BR-163. Essa importante rodovia, antes sob concessão federal e sem investimentos, agora está sendo revitalizada com recursos do governo estadual. Em uma iniciativa inédita, assumimos a concessão e estamos investindo pesado para melhorar o escoamento de grãos, a expansão da produção agrícola e o desenvolvimento do estado”, completou.

Durante sua palestra, o governador destacou a construção da primeira Ferrovia Estadual de Mato Grosso. O modal, viabilizado pelo Governo do Estado e que está sendo construído pela empresa Rumo, é a primeira ferrovia estadual do país. A obra, que já está em andamento, terá 743 km de extensão e interligará os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, e, em outro trecho, Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Também participaram do painel o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco; o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel; a co-presidente do International Resource Panel da ONU e conselheira emérita do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), Izabella Teixeira; o embaixador da FAO para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues; e a diretora Global de Relações Corporativas da Suzano, Mariana Lisboa.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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