MATO GROSSO

Governador assina convênio para construção de escola estadual em Primavera do Leste

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O governador Mauro Mendes assinou, nesta terça-feira (12.03), um convênio com a prefeitura de Primavera do Leste para construção da Escola Estadual Buritis. 

O investimento do Governo do Estado é de R$ 10 milhões e a Prefeitura será responsavel por construir a unidade. A assinatura ocorreu na abertura da Farm Show, considerada a maior feira do agronegócio de Mato Grosso. 

“Estamos qualificando a nossa rede de ensino, construindo, reformando e modernizando nossas escolas. Esse investimento vai além da infraestrutura. Passa por tecnologia, internet de qualidade, material pedagógico e também na qualificação dos profissionais. Queremos produzir uma educação pública melhor em nosso Estado, tanto para os alunos quanto para os professores”, afirmou o governador. 

Mais cedo, durante agenda no município de Primavera, o governador havia assinado um convênio de mais de R$ 378 mil com a Confederação Brasileira de Canoagem para subsidiar as despesas com treinamentos dos atletas, incluindo logística, moradia e alimentação. O objetivo é prepará-los para o mundial e olimpíadas da modalidade.  

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O prefeito de Primavera e presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin, destacou as obras e investimentos feitos no município em parceria com o Governo do Estado. Só na cidade, nós últimos 5 anos o Estado já realizou investimentos na ordem de R$ 116 milhões.

“Se hoje a gente consegue ter uma boa aprovação e várias realizações, grande parte disso se dá em razão da parceria com o Governo. Ninguém constrói nada sozinho. Primavera é uma das cidades que mais recebeu recursos. Ao todo, já entregamos quase 20 pontes nos últimos anos e vamos ter um total de 50 leitos de UTI construídos. Temos investimentos em todas as áreas”, relembrou. 

Também estiveram na abertura da Farm Show: o vice-prefeito de Primavera do Leste, Ademir Goes; o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes; o deputado estadual Beto Dois A Um; os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), César Roveri (Sesp), Jefferson Neves (Secel) e Alan Porto (Seduc); o presidente da MTPar, Wener Santos; o presidente da Famato, Vilmondes Tomain; o presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT, Antonio Galvan e Lucas Beber; o superintendente do Senar MT, José Luiz Fidelis; além de representantes de associações e sindicatos rurais.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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