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Governador defende cobrança aos países ricos: “o Brasil não vai salvar o planeta sozinho”

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O governador Mauro Mendes defendeu que o Brasil, durante a Conferência do Clima (COP 30) deste ano, cobre os países de primeiro mundo quanto aos compromissos não cumpridos da redução das emissões de carbono.

Mauro participou da reunião do Fórum dos Governadores, na manhã desta quarta-feira (13.8), em Belém (PA), que vai sediar o evento este ano.

“A Organização das Nações Unidas (ONU) soltou um levantamento sobre os compromissos que os países fizeram nessas conferências do clima para reduzir suas emissões. 75 países cumpriram 1% do combinado quando deveriam ter cumprido, no mínimo, 45%. Nessa COP, é relevante cobrar dos países que não façam mais compromissos, e sim cumpram o que já prometeram”, relatou.

De acordo com o governador, ao invés de reduzir a poluição, os países ricos aumentaram a emissão de poluentes. Enquanto isso, o Brasil responde por apenas 3% das emissões globais e preserva cerca de 60% do território.

“Nós temos que preservar, mas não podemos achar que representando 3% das emissões nós vamos conseguir salvar o planeta. Não podemos aceitar que eles venham novamente aqui, na nossa casa, colocar o dedo na nossa cara e dizer aquilo que nós devemos fazer com as nossas florestas e com os nossos biomas, quando eles não cumprem aquilo que foi combinado com o mundo e com todos nós”, criticou.

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Mauro afirmou que é preciso defender o desenvolvimento sustentável, com a exploração consciente dos recursos naturais.

“Os EUA está aumentando o consumo de xisto, uma atividade altamente poluente. A China continua queimando carvão. Enquanto isso, se formos abrir quatro campos de futebol na Floresta Amazônica pra explorar potássio, aí não pode porque tratam como se fosse destruir o planeta. Nossa energia é majoritariamente limpa e poucos países do mundo podem dizer isso”, concluiu.

O evento

A COP 30 está marcada para ocorrer de 10 a 21 de novembro em Belém (PA).

O evento deve reunir representantes de mais de 190 países para negociações, debates, seminários e encontros sobre as mudanças climáticas globais.

Fonte: Governo MT – MT

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Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

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Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

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Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

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Fonte: Política

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