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Governador em exercício empossa delegada-geral e nova diretoria da Polícia Civil de MT

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Primeira mulher à frente da instituição, a delegada Daniela Silveira Maidel foi oficialmente empossada como delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso na tarde desta quinta-feira (12.01), em cerimônia realizada no auditório da Controladoria Geral do Estado (CGE), reunindo mais de 250 pessoas.

A cerimônia contou com a presença do governador do Estado em exercício, Otaviano Pivetta e do secretário de Estado de Segurança Pública, Coronel PM César Roveri.

O governador em exercício destacou o comprometimento do Poder Executivo em aprimorar e aperfeiçoar os serviços à população e da nova delegada-geral com a eficiência nos trabalhos desenvolvidos pela Polícia Civil.

“Uma profissional preparada e respeitada dentro da instituição para continuar a evolução e a modernização da Polícia Civil e para que essa prestação de serviços importantes chegue a todos os mato-grossenses”, pontuou Otaviano Pivetta.

A nova delegada-geral foi nomeada pelo governador Mauro Mendes em ato publicado no Diário Oficial no dia 19 dezembro, sendo a primeira colocada na lista tríplice apresentada pelo Sindicato dos Delegados (Sindepo), após votação realizada no dia 7 de novembro, recebendo 204 dos 249 votos válidos.

Em seu discurso, Daniela fez agradecimentos a todos que têm contribuído para a evolução da Polícia Civil e, em especial, para as primeiras mulheres policiais, que nos anos 80 e 90 ultrapassaram a barreira do preconceito e se mantiveram na instituição.

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“Tenho consciência que esse é um momento para ficar marcado na história da Polícia Civil, pela primeira vez uma mulher assume o comando da nossa instituição. A posse de um novo delegado-geral constitui sempre um momento de renovação, de esperança e expectativa”, disse.

A nova delegada-geral falou ainda do papel de destaque da Polícia Civil de Mato Grosso em âmbito nacional, com soluções tecnológicas ousadas, tradição no combate à violência doméstica e ações de efetividade no combate ao crime organizado.

“Agradeço o trabalho desenvolvido pelas gestões anteriores que permitiram a Polícia Civil alcançar o protagonismo como uma das melhores Polícias Civis do Brasil. O combate à violência doméstica, tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio, crimes ambientais e cibernéticos exigem uma coesão exigem uma postura cada vez mais assertiva e objetiva e só no ano de 2022 recebemos mais de R$ 49 milhões em investimentos”.

O secretário de Segurança Pública frisou a integração entre as forças de segurança e garantiu à nova delegada-geral a parceria e atenção especial da secretaria de estado com a Polícia Civil. “Com a posse da nova delegada-geral quem ganha é a Polícia Civil de Mato Grosso, o Estado e toda a sociedade mato-grossense por ter uma profissional de alto gabarito assumindo essa instituição tão importante no sistema de Segurança Pública”, disse o Coronel César Augusto Roveri.

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A presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, destacou que a posse da delegada-geral é uma data marcante, festiva e particularmente importante para as mulheres, principalmente para o seguimento daquelas que labutam em todos os setores da Polícia no nosso país.

“A mulher tem se esforçado muito nas últimas décadas para seguir firme em suas carreiras para fazer com que outras que venham depois tenham caminhos menos ásperos. Ocorre assim na Polícia e não é diferente em outras carreiras que antigamente eram voltadas para o público masculino. Felizmente é cada vez maior o número de mulheres que ascendem em suas carreiras e assumem a direção de cargos públicos de grande relevância”.

A cerimônia também marcou a posse da nova diretoria da Polícia Civil para o biênio  2023-2024, composta Rodrigo Bastos da Silva (Delegado-Geral adjunto), Jesset Arilson Munhoz de Lima (Corregedoria-Geral), Fausto Freitas da Silva (Academia de Polícia); Mário Dermeval Aravechia de Resende (Diretor de Eecução Estratégica); Wagner Bassi Júnior (Diretor Metropolitano); Walfrido Franklim do Nascimento (Diretor do Interior); Vitor Hugo Bruzulato Teixeira (Diretor de Atividades Especiais), Juliano Silva de Carvalho (Diretor de Inteligência) e Ana Paula Faria de Campos (Chefe de Gabinete).

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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