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Governador regulamenta auxílio-fardamento aos policiais penais de MT

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O governador Mauro Mendes regulamentou a concessão de auxílio fardamento aos mais de 2 mil policiais penais que atuam para o Estado de Mato Grosso. Ainda foi autorizada a entrega de mais 298 pistolas Glock para a categoria.

O decreto foi assinado nesta terça-feira (31.01), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Também participaram do ato o deputado estadual João Batista, que é servidor de carreira do Sistema Socioeducativo, os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), César Roveri (Segurança Pública) e Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão).

“Estamos criando as condições adequadas para que o servidor possa trabalhar com segurança e com eficiência. O grande objetivo disso é que ele possa melhorar a sua prestação de serviço ao cidadão e à sociedade. Todo servidor vai ter esse direito, que não era cumprido, de ter esse uniforme, com o valor depositado em conta”, declarou o governador.

De acordo com o documento, os policiais penais receberão anualmente R$ 1220 a título de auxílio para comprarem suas fardas. O valor será depositado até o mês de dezembro de cada ano. A exceção ocorre neste ano, cujo auxílio será depositado até o dia 31 de março.

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O mesmo benefício já tem sido concedido desde o ano passado a todos os policiais militares e bombeiros, e agora se estende aos policiais penais, uma vez que a carreira deles foi regulamentada após aprovação de projeto enviado à Assembleia Legislativa pelo próprio governador Mauro Mendes, em 2022.

O secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, destacou que o decreto representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo governador.

“A partir de agora, com a regulamentação, o policial passa a receber esse valor anualmente. Isso reflete na condição de trabalho e na vontade do servidor em prestar um melhor serviço”, disse.

Para o deputado estadual João Batista, o auxílio-fardamento atende uma reivindicação de mais de 12 anos desse grupo de servidores.

“Nós passamos essa situação ao governador e ele resolveu. Para os nossos policiais, isso significa autoestima, economia do seu salário e valorização. O Governo está cumprindo seu compromisso e trazendo mais dignidade para essa categoria”, pontuou.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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