O Governo de Mato Grosso assina, na próxima segunda-feira (11.07), ordem de serviço para início das obras de 1.536 apartamentos do programa SER Família Habitação no município de Lucas do Rio Verde, em parceria com a Prefeitura Municipal e o Governo Federal. A solenidade será realizada às 16 horas, no Condomínio Águas do Cerrado.
Participam da solenidade o governador Mauro Mendes, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, o presidente da MT Par, Wener Santos, e o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.
No projeto residencial Águas do Cerrado serão construídos quatro condomínios, com 48 blocos no total. Cada bloco terá quatro andares, com oito apartamentos em cada, totalizando 1.536 apartamentos.
O programa SER Família Habitação foi idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes. No município, o Governo do Estado concederá subsídios de até R$ 20 mil para complementar o valor da entrada de financiamento as famílias.
Serviço Governador assina ordem de serviço para início de obras de 1.536 apartamentos pelo SER Família Habitação Data: segunda-feira (11.07), às 16h Local: Condomínio Águas do Cerrado – Avenida das Nações, s/nº, bairro Parque das Américas, Lucas do Rio Verde
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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