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Governo de MT aumenta subsídios do programa SER Família Habitação

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O Governo de Mato Grosso vai aumentar para até R$ 35 mil os valores dos subsídios para unidades habitacionais que fazem parte do programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada.

A medida foi assinada em decreto pelo governador Mauro Mendes, na noite desta quinta-feira (21.8), durante o 1º Encontro do SER Família Habitação, que reuniu gestores para debater desafios e discutir avanços do programa, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

Conforme o decreto, o subsídio estadual, que era de até R$ 20 mil para a entrada na aquisição de imóvel, passou para até R$ 25 mil em todo o Estado.

A medida inclui também a Faixa Sub-30, que é voltada para municípios com até 30 mil habitantes. Nela, famílias com renda de até R$ 2.850,00 poderão receber até R$ 35 mil para compor a entrada do financiamento habitacional. Já aquelas com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700,00 terão direito a R$ 30 mil.

Anteriormente, o subsídio tinha como parâmetro apenas a renda familiar e era de R$ 20 mil e R$ 15 mil na primeira e segunda faixa, respectivamente. Com a mudança, houve um acréscimo de R$ 15 mil para as duas faixas nos municípios com menos de 30 mil habitantes.

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“Nós precisamos fazer mais. Já estamos chegando perto de 30 mil unidades viabilizadas, mas precisamos avançar ainda mais. Mato Grosso é um Estado que atrai mão de obra e, além daqueles que vêm de fora, temos muitas pessoas aqui que ainda não realizaram o sonho da casa própria. Por isso, a parceria entre Governo do Estado, Governo Federal e prefeituras é tão importante. Juntos, conseguimos construir mais moradias e realizar um dos sonhos mais sagrados das famílias”, afirmou Mauro Mendes.

Para a idealizadora do programa SER Família Habitação, a primeira-dama Virginia Mendes, o aumento do subsídio vai ajudar ainda mais as famílias e dará oportunidade para quem mora em municípios menores. “A família que conquista a sua casa passa a ter segurança, dignidade e uma vida melhor. As pessoas ficam fortalecidas, sonham e prosperam”, avaliou.

O presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, destacou que o programa já se consolidou como o maior programa habitacional do país e agora deve avançar ainda mais, especialmente nos municípios com menos de 30 mil habitantes.

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“O aumento do subsídio vai impulsionar o setor e certamente facilitar a construção de unidades habitacionais em todas as cidades, inclusive naquelas com menos de 30 mil habitantes, que enfrentavam dificuldades para fazer o programa avançar. Estamos falando de casas com toda a infraestrutura, bem construídas e que oferecem dignidade e segurança para as famílias”, ressaltou Wener Santos.

Estiveram presentes no evento o vice-governador Otaviano Pivetta, a senadora Margareth Buzetti, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, e os parlamentares Julio Campos, Beto Dois a Um, Paulo Araujo, Valmir Moretto, Diego Guimarães e Nininho; os secretários estaduais Fábio Garcia (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Klebson Gomes (Assistência Social e Cidadania), David Moura (Cultura, Esporte e Lazer) e coronel PM César Roveri; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco; e o presidente do MT Gás, Aécio Rodrigues, além de prefeitos e demais autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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