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Governo do Estado e Lucas do Rio Verde firmam acordo para ampliar regularização ambiental

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O governo de Mato Grosso assinou um Termo de Cooperação com o município de Lucas do Rio Verde para implementação da segunda fase do programa Lucas do Rio Verde Legal, visando apoiar a regularização ambiental das propriedades rurais do município.

Entre as autoridades que assinaram o acordo, nesta segunda-feira (23.3) estão o vice-governador Otaviano Pivetta, a secretaria de estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a secretaria adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto e o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz Ribeiro.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a regularização ambiental das propriedades rurais localizadas no município. A fase dois do programa é uma estratégia municipal de conformidade ambiental e inteligência territorial que utiliza dados geoespaciais de alta resolução e análise automatizada para promover a regularização ambiental rural em larga escala.

O programa Lucas Legal foi lançado em 2006, com uma parceria entre Sema-MT, empresas do agro, prefeitura, sindicato rural e ONGs como The Nature Conservancy (TNC) e Fundação Rio Verde, que deu origem ao primeiro grande programa municipal de regularização ambiental do Brasil.

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O programa pioneiro georreferenciou imóveis e diagnosticou passivos ambientais, servindo como base técnica e institucional para a materialização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no novo Código Florestal de 2012.

O foco central da atualização é solucionar o gargalo de aproximadamente 1.122 imóveis rurais que ainda possuem pendências de análise devido a inconsistências técnicas e geométricas no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar-MT).

“Estamos neste momento lançando a segunda fase do projeto para auxiliar o produtor a finalizar o processo dele de regularização e ele poder tocar a propriedade sem nenhum conflito com a legislação ambiental”, destacou a secretária adjunta de Gestão Ambiental Luciane Betinatto, que também explicou que o produtor rural terá um balcão de atendimento na prefeitura municipal de Lucas do Rio Verde para buscar todas as informações relacionados ao Cadastro Ambiental.

A cooperação com a Sema busca dar celeridade institucional ao processo de retificação e análise dos cadastros, oferecendo uma rota objetiva para a regularização definitiva. Para o produtor rural, a segunda fase do Lucas do Rio Verde Legal traduz-se em redução de riscos e incertezas jurídicas, além de garantir a blindagem comercial necessária frente às crescentes exigências de rastreabilidade dos mercados internacionais.

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Vantagens

O sistema de gerenciamento tecnológico que será disponibilizado aos produtores, por meio da segunda fase do Programa Lucas do Rio Verde Legal, possibilitará:

– A validação e qualificação do CAR com a correção técnica de perímetros e diagnósticos automáticos de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL).

– A geração de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (Prada) de forma ágil, quando necessário.

– O acesso a uma plataforma online para que o proprietário e o município tenham uma visão clara da conformidade ambiental, facilitando o licenciamento da atividade produtiva.

Produtores já podem buscar atendimento visando a regularização ambiental das propriedades rurais do município. no estande da Prefeitura no Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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